Aquele sonho lhe dizia expressamente “Não acorde!” e ele continuava mergulhado no irreal por conveniência e descanso. Nem o odor de café forte o tentava com suficiente afinco para realmente tira-lo daquele estado. Sonho.
Para ele sonhar era encarado tal como realidade, mais do que estar acordado. E quem lhe garantia que aquele perfume de café vinha da realidade bostal e não do sonho adorado? Afinal de contas há meses vinha tendo o mesmo sonho e pelo que se lembrava sempre havia o odor de café. Realmente sempre que evadia para a realidade encontrava café fresco e recém passado, o qual bebia com amor, mas aquele perfume era tão bom que no sonho se perguntava:
- O café que tomo quando acordado é bom o bastante a ponto de ser dignamente merecedor da associação com este perfume que sinto?
Foi então que irremediavelmente irrompeu o quarto em que seu corpo se encontrava dormente sua mãe, e o despertou com o barulho que fez ao abrir a janela naquele dia ventoso e o vento e o vento empurrar com força uma folha desta contra a parede. Infelizmente acordou.
-Puta merda! Mais uma vez saí do mundo para voltar a acordar.
-Não ralhe comigo a esta hora, ainda é cedo! Deixe para fazê-lo ao fim do dia.
Ele levanta-se, vai até o banheiro, lava o rosto, volta até o quarto, veste-se e vai ao encontro do café.
Realmente não era real. Era de café aquele odor maravilhoso, mas não daquele. Mas aquele também estava bom.
-Agora acordei de vez – pensou ao saborear os primeiros goles daquele café bem forte, do jeito que o acordava bem – Noite que vem espero conseguir saborear em sonho o café daquele perfume que me seduziu. Talvez assim eu acorde dentro do sonho, e daquele mundo jamais torne a sair.
Wednesday, September 27, 2006
Sunday, September 24, 2006
O quadro da névoa
Ela corria apressada com a pressa de quem precisa esquecer. Ela perdia o ar, mas continuavam na dança das lembranças com as quais não conseguia mais conviver.
Era tarde. Noite feita. Ninguém pela rua, só o sereno. Caso ela fosse vista de longe, lhe serviria como adorno – seria perfeita para um quadro em névoa, se fosse pintura - mas era apenas angústia, nada mais.
Agora sobre a ponte, grande ponte de se ultrapassar, como ritual ela escolheu a obra colossal, como se a ultrapassando, os seus limites os seus medos que a estavam sufocando lhe deixassem por permanecer do outro lado. Teriam eles o medo do que havia por debaixo da passante.
Tudo agora já parecia distante, tudo a que ela se apegava crendo que assim deixaria o mal no passado, engano, ainda estava com o enorme fardo.
Se é que mortes transcendem culpas, ela tentaria; se é que cansaço ultrapassa razão, ela saberia; se é que angustia passa com o tempo, com isso ela não mais se enganaria.
Estava só. Há muito não ficava assim. Estava mal, mas se alguém estivesse por perto seria por pouco tempo, pois ela não iria suportar, haveria de fugir e de qualquer maneira, qualquer meio que pudesse percorrer paralelo a escolha daquele momento levaria ao mesmo caminho, não havia destino diferente dentre todos os possíveis.
Assim mesmo, ela que em nada se segurava a crer, pensava agora que tudo era parte de um jogo de cartas marcadas automaticamente muito antes de alguém pensar em nascer, muito antes de qualquer coisa ocupar lugar. Existência.
Todos se prendem à vida através de fé. Isso ela não tinha, agora longe daquela ponte agonizante, já perto das águas mais a seu nível, na beira do mar da sorte ela percorria o caminho tortuoso e errático que levava ao mesmo caminho que todos os outros, ao mesmo lugar. Não haveria de ser diferente, a menos que ela não fosse ela mesma e num piscar de olhos se tomasse em outra mente, outra vida, outra personalidade. Isso é, sua salvação apenas existia num sonho infantil, numa utopia que ela não ignorava, até pensava, mas sabia totalmente que a isso ela não poderia se apegar.
- Como é que as pessoas convivem umas com as outras? Muitos lidam bem com a morte, isso eu até entendo, mas como lidar com a vida? Nisso eu não me fixo, não pertenço, não me reconheço – dizia ela em voz alta pra si mesma.
Mais próxima da água ela andava, a sorte lhe molhava os pés, mas não lhe convidava a si. Seus pensamentos faziam ondas intensas, ela estava mais tensa. Estava cada vez pior, cada vez mais humana. Cada vez mais temida por si mesma.
Continuava a corrida. Inesgotável até ali. Ofegante, mas firme, nem um pouco hesitante. Ela só tinha a ela mesma, suas lembranças, seus horrores, a sorte a molhar seus pés e o terror de continuar daquele jeito. Mais por dentro da água, com até a cintura já coberta pela sorte ela continuava, incansável, mas não passava, queria um fim para aquilo, mas ainda a água era demasiada rasa.
Corria mais, quanto mais difícil fosse mais força aparecia inexplicavelmente para ser usada e, então, ela caiu.
Algumas bolhas na água, e o horror passou. Não vejo mais nada. Só a sorte pura ali está, mas ninguém por cima ou nela sendo vista a trafegar.
Era tarde. Noite feita. Ninguém pela rua, só o sereno. Caso ela fosse vista de longe, lhe serviria como adorno – seria perfeita para um quadro em névoa, se fosse pintura - mas era apenas angústia, nada mais.
Agora sobre a ponte, grande ponte de se ultrapassar, como ritual ela escolheu a obra colossal, como se a ultrapassando, os seus limites os seus medos que a estavam sufocando lhe deixassem por permanecer do outro lado. Teriam eles o medo do que havia por debaixo da passante.
Tudo agora já parecia distante, tudo a que ela se apegava crendo que assim deixaria o mal no passado, engano, ainda estava com o enorme fardo.
Se é que mortes transcendem culpas, ela tentaria; se é que cansaço ultrapassa razão, ela saberia; se é que angustia passa com o tempo, com isso ela não mais se enganaria.
Estava só. Há muito não ficava assim. Estava mal, mas se alguém estivesse por perto seria por pouco tempo, pois ela não iria suportar, haveria de fugir e de qualquer maneira, qualquer meio que pudesse percorrer paralelo a escolha daquele momento levaria ao mesmo caminho, não havia destino diferente dentre todos os possíveis.
Assim mesmo, ela que em nada se segurava a crer, pensava agora que tudo era parte de um jogo de cartas marcadas automaticamente muito antes de alguém pensar em nascer, muito antes de qualquer coisa ocupar lugar. Existência.
Todos se prendem à vida através de fé. Isso ela não tinha, agora longe daquela ponte agonizante, já perto das águas mais a seu nível, na beira do mar da sorte ela percorria o caminho tortuoso e errático que levava ao mesmo caminho que todos os outros, ao mesmo lugar. Não haveria de ser diferente, a menos que ela não fosse ela mesma e num piscar de olhos se tomasse em outra mente, outra vida, outra personalidade. Isso é, sua salvação apenas existia num sonho infantil, numa utopia que ela não ignorava, até pensava, mas sabia totalmente que a isso ela não poderia se apegar.
- Como é que as pessoas convivem umas com as outras? Muitos lidam bem com a morte, isso eu até entendo, mas como lidar com a vida? Nisso eu não me fixo, não pertenço, não me reconheço – dizia ela em voz alta pra si mesma.
Mais próxima da água ela andava, a sorte lhe molhava os pés, mas não lhe convidava a si. Seus pensamentos faziam ondas intensas, ela estava mais tensa. Estava cada vez pior, cada vez mais humana. Cada vez mais temida por si mesma.
Continuava a corrida. Inesgotável até ali. Ofegante, mas firme, nem um pouco hesitante. Ela só tinha a ela mesma, suas lembranças, seus horrores, a sorte a molhar seus pés e o terror de continuar daquele jeito. Mais por dentro da água, com até a cintura já coberta pela sorte ela continuava, incansável, mas não passava, queria um fim para aquilo, mas ainda a água era demasiada rasa.
Corria mais, quanto mais difícil fosse mais força aparecia inexplicavelmente para ser usada e, então, ela caiu.
Algumas bolhas na água, e o horror passou. Não vejo mais nada. Só a sorte pura ali está, mas ninguém por cima ou nela sendo vista a trafegar.
Saturday, September 23, 2006
Sem última companhia
Ele entrou na sala, era tarde, seu típico andar ritmado, havia dado espaço sem que ele percebesse a uma postura curvada, arrastando as pernas com força, tentando vencer o cansaço. Lúcifer mal o olhou; isso era estranho, era tão apegado ao dono.
Acendeu uma vela, estranhando sua própria postura contra luzes artificiais, como sempre fazia; sempre estranhava a si mesmo em algum momento, e por algum motivo, que normalmente nada eram além da busca de razões para auto-penitência depois. O depois chegou.
-Lúcifer, por que não veio a mim quando cheguei?
O olhar de Lúcifer dizia a ele que o motivo era cansaço, Lúcifer talvez tivesse se cansado demais durante o dia atrás de alguma presa, alguma perna de cor, alguma roda-viva que transitara por ali. Mas ele não ouviu o que aqueles olhos que sempre foram fiéis a ele lhe disseram.
-Lúcifer, por que não vens agora a mim? – dizia com um sorriso de canto enquanto abria uma garrafa de um whisky vagabundo de marca que não merece vir a conhecimento, o qual comprou como sendo whisky artesanal. Agora ralhava contra si mesmo mais uma vez por ter acreditado em tamanho absurdo. Os absurdos consentidos são sempre mais leves, mas sempre piores.
Lúcifer permanecia parado, apenas olhando de baixo, com apego e ao mesmo tempo indiferença – Lúcifer era complicado, quase tanto quanto o dono - o cansaço também estava lhe pesando as feições, e ele não relutava em esconder isto.
O whisky fluía por sua garganta e a anestesia das emoções do dia lhe começava a efetuar o objetivo.
Então, batendo com o copo fortemente na mesa disse:
- Cansei Lúcifer, há muito que você é o único com quem posso contar, mas agora não me tens mais aqui, ou não lhe tenho mais aqui! Não sei o que acontece. Não somos mais a mesma unidade - Parou por um segundo, vislumbrou de canto de olho o lume da vela e então continuou.
- Lúcifer! Não vou mais lhe evocar quando chegar! E também não quando sair!
Só agora via que estava mais só por que o cansaço, coisa infame, o afastara de quem era a única companhia que pensava ter: Lúcifer.
Agora nem Lúcifer lhe era companhia, e se assim era, talvez nunca o tenha sido.
Thursday, September 21, 2006
Solando em sol e lua
Solícito, o solista soltou seu som longe do sol.
A lua lhe havia pedido uma melodia
O som fluía, janelas se abriam.
Pessoas gritavam, enlouqueciam.
-Porque tanto alarde, ser de vida vadia?!
-Não percebes o quão já é tarde? Antes eu dormia.
O solista não se importou, olhava a lua que lhe agradecia, sua luz aumentara, o solista sorria.
-Esta luz não é minha, caro solista, o sol que me empresta; ele só aumentou a intensidade porque seu som o deixou em festa. Quis que eu lhe iluminasse mais. Mal sabe o sol o tamanho da luz que você e sua arte possuem.
Mais janelas eram abertas, e mais gritos de pessoas alertas:
-Cale-se!
-Bravo!
-Como é linda a canção!
-Filho-da-puta, não percebe que horas são?
Então, o solícito solista entristeceu a lua e o sol: Parou de tocar; o povo parou de gritar.
Ao caminhar, foi tocado no ombro. Lá estava a calejada mão de um sujo senhor, um mendigo de bom coração.
O solista o viu, e percebeu que seus olhos estavam cheios de lágrimas.
-O que houve caro senhor? Sentes dor?
-Sim, há muito tempo não me sentia feliz. Hoje fiquei feliz, e como há muito tempo não sabia o que era sentir-se assim até doeu. Várias noites na rua viví, mas só hoje realmente estive vivo. Hoje foi a única noite que terei orgulho de lembrar-me enquanto eu existir
O solista impressionado olhava e ouvia, enquanto o velho prosseguia:
-Esqueça-se de mim, mas nunca mais deixe de alegrar o sol e a lua. Não se importe com quem reclama, são mais infelizes do que eu que vivo na rua.

Quem costuma ler meu blog (se é q alguém costuma fazer isso) já deve ter notado que eu peguei mania de procurar alguma imágem que tenha algo a ver (ou não) com oq escrevo, daí hoje, no google images achei essa e adorei, tudo a ver com o bagulits q escrevi.
Zleepwalker, keep living!
A lua lhe havia pedido uma melodia
O som fluía, janelas se abriam.
Pessoas gritavam, enlouqueciam.
-Porque tanto alarde, ser de vida vadia?!
-Não percebes o quão já é tarde? Antes eu dormia.
O solista não se importou, olhava a lua que lhe agradecia, sua luz aumentara, o solista sorria.
-Esta luz não é minha, caro solista, o sol que me empresta; ele só aumentou a intensidade porque seu som o deixou em festa. Quis que eu lhe iluminasse mais. Mal sabe o sol o tamanho da luz que você e sua arte possuem.
Mais janelas eram abertas, e mais gritos de pessoas alertas:
-Cale-se!
-Bravo!
-Como é linda a canção!
-Filho-da-puta, não percebe que horas são?
Então, o solícito solista entristeceu a lua e o sol: Parou de tocar; o povo parou de gritar.
Ao caminhar, foi tocado no ombro. Lá estava a calejada mão de um sujo senhor, um mendigo de bom coração.
O solista o viu, e percebeu que seus olhos estavam cheios de lágrimas.
-O que houve caro senhor? Sentes dor?
-Sim, há muito tempo não me sentia feliz. Hoje fiquei feliz, e como há muito tempo não sabia o que era sentir-se assim até doeu. Várias noites na rua viví, mas só hoje realmente estive vivo. Hoje foi a única noite que terei orgulho de lembrar-me enquanto eu existir
O solista impressionado olhava e ouvia, enquanto o velho prosseguia:
-Esqueça-se de mim, mas nunca mais deixe de alegrar o sol e a lua. Não se importe com quem reclama, são mais infelizes do que eu que vivo na rua.

Quem costuma ler meu blog (se é q alguém costuma fazer isso) já deve ter notado que eu peguei mania de procurar alguma imágem que tenha algo a ver (ou não) com oq escrevo, daí hoje, no google images achei essa e adorei, tudo a ver com o bagulits q escrevi.
Zleepwalker, keep living!
Wednesday, September 20, 2006
Reflexão do só
“Todas as faces são iguais”. Pensou em voz alta o espelho do velho e eterno eremita.
- Mas porque pensas assim, caro companheiro, EU em avesso?
- Pois são e é verdade!
O eremita para, reflete, enquanto o espelho também parado reflete.
-Essas rugas sob seus olhos são por culpa da luz, odeias o sol, te escondes aqui, és covarde!
- Não, minhas rugas são culpa do tempo. Ele passa.
-Sim e com ele vários sóis vêm e vão.
-Não, espelho. Há apenas um sol, ele se põe e depois regressa.
-Sei que são vários sóis, o que acontece e lhe confunde é que as faces dos sóis são todas iguais.
-Ah, espelho tolo! Porque lhe dou atenção? Nada sabes. Daqui jamais saísses!
-Caro velho. Eremita ancião; seus brancos e longos cabelos não são tão brancos quanto a folha de papel em branco que tens no lugar do que deveria ser sua memória. Algum dia fui trazido para cá, ou não?
-Cale-se, pois sobre nada sabes, apenas imita o que lhe passa pela frente. É praticamente um inútil truão.
-Sim, o truão que alimenta sua vaidade, o que lhe mantém vivo. És igual a todos aos quais evitas. Matéria de vaidade. Todos com a mesma face!
O eremita paralisa-se e em um impulso muito rápido da um soco, assim, fragmentando o espelho em várias partes.
-Viu? Você não é nada! – Diz ofegante e satisfeito o eremita.
Então não havia mais uma voz de espelho, mas diversas vozes vindas de diversos eremitas pelo chão, dizendo: - Sois vários, mas todos iguais. És vaidade, nada mais do que um mortal.
- Mas porque pensas assim, caro companheiro, EU em avesso?
- Pois são e é verdade!
O eremita para, reflete, enquanto o espelho também parado reflete.
-Essas rugas sob seus olhos são por culpa da luz, odeias o sol, te escondes aqui, és covarde!
- Não, minhas rugas são culpa do tempo. Ele passa.
-Sim e com ele vários sóis vêm e vão.
-Não, espelho. Há apenas um sol, ele se põe e depois regressa.
-Sei que são vários sóis, o que acontece e lhe confunde é que as faces dos sóis são todas iguais.
-Ah, espelho tolo! Porque lhe dou atenção? Nada sabes. Daqui jamais saísses!
-Caro velho. Eremita ancião; seus brancos e longos cabelos não são tão brancos quanto a folha de papel em branco que tens no lugar do que deveria ser sua memória. Algum dia fui trazido para cá, ou não?
-Cale-se, pois sobre nada sabes, apenas imita o que lhe passa pela frente. É praticamente um inútil truão.
-Sim, o truão que alimenta sua vaidade, o que lhe mantém vivo. És igual a todos aos quais evitas. Matéria de vaidade. Todos com a mesma face!
O eremita paralisa-se e em um impulso muito rápido da um soco, assim, fragmentando o espelho em várias partes.
-Viu? Você não é nada! – Diz ofegante e satisfeito o eremita.
Então não havia mais uma voz de espelho, mas diversas vozes vindas de diversos eremitas pelo chão, dizendo: - Sois vários, mas todos iguais. És vaidade, nada mais do que um mortal.
Monday, September 18, 2006
Desconhecidos
Sérgio - Escuta aqui guri: Eu sou de um tempo onde se respeitava os estranhos e não se agia de maneira tão imatura e dispendiosa
Maurício - Meu senhor, apenas fui eu mesmo ao passar por ti e não lhe olhar, fiz isto por piedade, pois sei que meu olhar poderia feri-lo
Sérgio - Oh atualidade, oh modernidade tão idiota e utopicamente auto-suficiente. Por que negas o olhar e o acenar de cabeça a um estranho.
Maurício - Meu senhor, pra começo - meio- de conversa, nem sei por que estou conversando com você, fui ensinado a não ter para com estranhos.
Sérgio - Pois isso demonstra que à você falta maturidade, falta crescer.
Maurício - Não, nego isto que dizes a mim; pois muito já cresci, ainda mais por ter crescido por mim mesmo, sozinho.
Sérgio - Sozinho por que quisestes caro jovem.
Maurício - Não, porque não tive alternativa, estava acompanhado pelo nada, nada além de mim mesmo durante todo meu crescimento.
Sérgio - E porque então nunca deixasse que algum suposto estranho se transformasse em alguém conhecido, alguém próximo.
Maurício - Senhor estranho, senhor desconhecido, talvez você não esteja me reconhecendo, mas só me explique uma coisa, só uma: Porque não quis ser meu pai, sem nem ao menos me ver crescer, me conhecer, saber se eu seria bom ou mal?
Sem resposta alguma parte o adolescente por entre uma multidão igual dantes ao ter esbarrado o estranho, e perde-se para sempre, e nunca mais voltaram a se cruzar.
=>O nome das personagens foi colaboração do Biel, pq não sei dar nome a personagens. Sou limitado em nomenclatura. Por favor Biel, me diz oq tu achou dessa merda de dialogo!
Maurício - Meu senhor, apenas fui eu mesmo ao passar por ti e não lhe olhar, fiz isto por piedade, pois sei que meu olhar poderia feri-lo
Sérgio - Oh atualidade, oh modernidade tão idiota e utopicamente auto-suficiente. Por que negas o olhar e o acenar de cabeça a um estranho.
Maurício - Meu senhor, pra começo - meio- de conversa, nem sei por que estou conversando com você, fui ensinado a não ter para com estranhos.
Sérgio - Pois isso demonstra que à você falta maturidade, falta crescer.
Maurício - Não, nego isto que dizes a mim; pois muito já cresci, ainda mais por ter crescido por mim mesmo, sozinho.
Sérgio - Sozinho por que quisestes caro jovem.
Maurício - Não, porque não tive alternativa, estava acompanhado pelo nada, nada além de mim mesmo durante todo meu crescimento.
Sérgio - E porque então nunca deixasse que algum suposto estranho se transformasse em alguém conhecido, alguém próximo.
Maurício - Senhor estranho, senhor desconhecido, talvez você não esteja me reconhecendo, mas só me explique uma coisa, só uma: Porque não quis ser meu pai, sem nem ao menos me ver crescer, me conhecer, saber se eu seria bom ou mal?
Sem resposta alguma parte o adolescente por entre uma multidão igual dantes ao ter esbarrado o estranho, e perde-se para sempre, e nunca mais voltaram a se cruzar.
=>O nome das personagens foi colaboração do Biel, pq não sei dar nome a personagens. Sou limitado em nomenclatura. Por favor Biel, me diz oq tu achou dessa merda de dialogo!
Sunday, September 17, 2006
Força!
Agora o vampiro/elfo não teme mais seu próprio olhar, e confia mais em seu senso atávico, não desconsiderando a lógica humana, mas usando-a em reforço da primeira sensação, do bom senso que meu espírito errante transita.
Atendendo e usando a lição dos cíclicos e permanentes.
Abandonando a infame postura de guarda protecionista, para passar ao posto de portador, dono de si e de seu próprio rumo, independentemente do pensar e do foco dos olhares da figuração humana medíocre que circunda aos borbotões a espera de quedas para se sentirem menos ínfimos, quando na verdade não o deixarão de ser, pois quem é elevado cai, mas tem na própria natureza a magia de elevar-se com força maior ainda que de antes.
Olhar alto, nariz empinado, cabeça sobre o pescoço, assim me portarei em definitivo, enquanto outros, – sabe-se que em francês pescoço tem o mesmo som da palavra cu em português- enquanto outros têm seus suas caras de cu sobre seus pescoços (lembre do francês e ria da redundância.)
Mais uma vez passei do abismo que parecia ser inalterável e definitivamente final, para o estado de estrela no pedestal inatingível, e assim estou, em definitivo. Bem, estou bem. Queres-me bem? Queres-me mal? Posso ser mau.
Piso docemente sobre uma pedra no meu sapato, esperando que docilmente este pobre coitado se limite a sua infelicidade em silencio sem querer expandi-la e transmiti-la a outros.
Minha infância me veio em mente tanto que minha mente flui agora em turbilhões de pensamentos e sentidos de lições de moral que não eram lições de moral intencionalmente dadas, apenas coisas que presenciei, mas que na hora apenas vi, senti, mas não absorvi; e agora me dou conta do quão significativos foram os ensinamentos silenciosos pelos quais passei, e estes quais não passaram, continuam na minha mente.
Anjo/elfo/Diva me espanca com realidades que na hora me chocam, mas que depois me fortalecem de maneira descomunal, obrigado por existires, e parabéns.
Sei agora mais do olhar do que poderia ver, vejo mais do olhar do que podia olhar outrora com meus olhos.
Fez-me ver que a derrota é plausível, quando por fraqueza diante de algo que se tentou; mas que a desistência de algo a que nem se integrou para tomar conhecimento e controlar a situação (própria vida) é coisa de frouxo. Cuspamos na cara dos frouxos!
Saberei o que os outros pensam por detrás das mascaras, temos mais poder, nossa vulnerabilidade é nossa maior força.
Sim, é muito mais forte o mal que derruba uma construção com mais velocidade do que ela foi construída. Mas definitivamente é mais forte quem se antepõe aos presságios dos antagonistas, figurantes de quinta que enchem lingüiça no roteiro e elenco do que se chama vida.
Um brinde ao poder do saber e do auto-conhecimento!
E, parabéns, minha família. Anjo/elfo/diva...
Atendendo e usando a lição dos cíclicos e permanentes.
Abandonando a infame postura de guarda protecionista, para passar ao posto de portador, dono de si e de seu próprio rumo, independentemente do pensar e do foco dos olhares da figuração humana medíocre que circunda aos borbotões a espera de quedas para se sentirem menos ínfimos, quando na verdade não o deixarão de ser, pois quem é elevado cai, mas tem na própria natureza a magia de elevar-se com força maior ainda que de antes.
Olhar alto, nariz empinado, cabeça sobre o pescoço, assim me portarei em definitivo, enquanto outros, – sabe-se que em francês pescoço tem o mesmo som da palavra cu em português- enquanto outros têm seus suas caras de cu sobre seus pescoços (lembre do francês e ria da redundância.)
Mais uma vez passei do abismo que parecia ser inalterável e definitivamente final, para o estado de estrela no pedestal inatingível, e assim estou, em definitivo. Bem, estou bem. Queres-me bem? Queres-me mal? Posso ser mau.
Piso docemente sobre uma pedra no meu sapato, esperando que docilmente este pobre coitado se limite a sua infelicidade em silencio sem querer expandi-la e transmiti-la a outros.
Minha infância me veio em mente tanto que minha mente flui agora em turbilhões de pensamentos e sentidos de lições de moral que não eram lições de moral intencionalmente dadas, apenas coisas que presenciei, mas que na hora apenas vi, senti, mas não absorvi; e agora me dou conta do quão significativos foram os ensinamentos silenciosos pelos quais passei, e estes quais não passaram, continuam na minha mente.
Anjo/elfo/Diva me espanca com realidades que na hora me chocam, mas que depois me fortalecem de maneira descomunal, obrigado por existires, e parabéns.
Sei agora mais do olhar do que poderia ver, vejo mais do olhar do que podia olhar outrora com meus olhos.
Fez-me ver que a derrota é plausível, quando por fraqueza diante de algo que se tentou; mas que a desistência de algo a que nem se integrou para tomar conhecimento e controlar a situação (própria vida) é coisa de frouxo. Cuspamos na cara dos frouxos!
Saberei o que os outros pensam por detrás das mascaras, temos mais poder, nossa vulnerabilidade é nossa maior força.
Sim, é muito mais forte o mal que derruba uma construção com mais velocidade do que ela foi construída. Mas definitivamente é mais forte quem se antepõe aos presságios dos antagonistas, figurantes de quinta que enchem lingüiça no roteiro e elenco do que se chama vida.
Um brinde ao poder do saber e do auto-conhecimento!
E, parabéns, minha família. Anjo/elfo/diva...
Monday, September 04, 2006
Quem escreve é a vovozinha...
O que fazer quando os méritos de seus ideais, suas transmutações literárias, suas benfeitorias e alucinações gráficas não são creditadas a você?
Oh, as idéias não se parecem com você; oh, seu estilo literário não lhe cabe no espaço de sua etariedade? Será que sois um E.T., ou algo de novo tão bizarro quanto – sim, todo o desconhecido é bizarro, ao passo de que é temido – ou quem sabe sois muito bem sucedido no mimetismo que lhe foi ensinado pelos animais para que você se defenda?
Fico com a ultima alternativa, e muito entusiasmado, pois, com absoluta certeza a inquisição das mentes não me transformará em ornamentação residencial de parede em cruz. Não serei o novo supra Super Star de lares, e nem uma versão high tech power do dito-cujo. E então a ira do desmerecimento interpela-se e migra para o posto de orgulho e sentimento de trabalho de vida bem elaborado.
-Querida professora... ahhh, não vou fazer isso.
Quimeras se passarão, escritos serão lidos, idéias colocarão em tronos e em cárceres seus difusores e criadores, mas mais bem sucedidos serão aqueles cuja vida não condisse com a obra idealizada. Assim, nos sentimos talvez como os inventores de uma máquina de primordial funcionamento e igual complexidade ao ver que meros mortais tentam aprender seu engenho, damos pinceladas iniciais em telas em branco para que dali se elaborem obras de arte, mas não as fazemos por completo, somos mais do que isto. Damos a vida, mas não dizemos como vive-la, tal Deus. Como já anunciei, sou Deus. Pelo menos posso dizer que: Eu também sou Deus. Você não? Pobre coitado sois; tanto com resposta para concordar ou para se opor. Este meu jogo é perigoso, então o ignore, ou arrisque-se nele. “banque” se tiver o devido cacife. Mas, a loucura pesa muito e o corpo é vulnerável demais para carregá-la. Muito mais forte é o corpo de um insano do que o de um halterofilista. Se não houve a pretensão de bancar, mas também houver algum interesse de ser parte integrante da cena, então blefe, é sempre de belo resultado quando bem feito, disse quando-bem-feito.
Alheio às delongas. Mais calmo pela afronta. Alegre pela sombra que me protege. Ainda com o mesmo ideal, talvez mais fortalecido depois de hoje. Far-se-á agora na minha certeza a solidez completa da idéia do super tornar-se realidade.
Talvez o prelúdio do texto devesse ter sido: Sou demasiadamente feio, bonito; forte, fraco; doce, mentolado; sincero, político; quieto, profusamente gritão ideal... Seja como for, está tudo funcionando, minha idéia de fama só exige fanatismo de mim mesmo. Então estou contente.
Deixem os leões entrarem, Roma continuará a beber sangue pelos olhos, o vampirismo popular necessita. Embebedem suas crianças com a caixa de cores mágicas, da-se como inimigo de seus filhos, mas sempre há uma bactéria mais forte do que a massa que se mortifica para evoluir e aprender que o antídoto não prevalece, e que depois risoriamente parece mais um placebo inútil. Assim são as idéias de que tem consciência de todas suas almas dentro de si. Assim são os humanos merecedores da vida, os intensos, os que realmente vivem. Tão queridos pelo mundo. Este mundo somente para loucos e Raros!
Em silencio penso: Agora as luzes diminuem agora a cortina começa a cerrar-se enquanto reverencio agora as luzes se apagam por completo e ao seu fim a cortina já terá inteiramente se fechado. Nisso, volto à cochia, e quando sair daqui ninguém ligará a personagem ao profissional.
Merda!
Quebrei a pernaaaaaaaa!!!!!
Merci!
Atenciosamente, a vovozinha.
Oh, as idéias não se parecem com você; oh, seu estilo literário não lhe cabe no espaço de sua etariedade? Será que sois um E.T., ou algo de novo tão bizarro quanto – sim, todo o desconhecido é bizarro, ao passo de que é temido – ou quem sabe sois muito bem sucedido no mimetismo que lhe foi ensinado pelos animais para que você se defenda?
Fico com a ultima alternativa, e muito entusiasmado, pois, com absoluta certeza a inquisição das mentes não me transformará em ornamentação residencial de parede em cruz. Não serei o novo supra Super Star de lares, e nem uma versão high tech power do dito-cujo. E então a ira do desmerecimento interpela-se e migra para o posto de orgulho e sentimento de trabalho de vida bem elaborado.
-Querida professora... ahhh, não vou fazer isso.
Quimeras se passarão, escritos serão lidos, idéias colocarão em tronos e em cárceres seus difusores e criadores, mas mais bem sucedidos serão aqueles cuja vida não condisse com a obra idealizada. Assim, nos sentimos talvez como os inventores de uma máquina de primordial funcionamento e igual complexidade ao ver que meros mortais tentam aprender seu engenho, damos pinceladas iniciais em telas em branco para que dali se elaborem obras de arte, mas não as fazemos por completo, somos mais do que isto. Damos a vida, mas não dizemos como vive-la, tal Deus. Como já anunciei, sou Deus. Pelo menos posso dizer que: Eu também sou Deus. Você não? Pobre coitado sois; tanto com resposta para concordar ou para se opor. Este meu jogo é perigoso, então o ignore, ou arrisque-se nele. “banque” se tiver o devido cacife. Mas, a loucura pesa muito e o corpo é vulnerável demais para carregá-la. Muito mais forte é o corpo de um insano do que o de um halterofilista. Se não houve a pretensão de bancar, mas também houver algum interesse de ser parte integrante da cena, então blefe, é sempre de belo resultado quando bem feito, disse quando-bem-feito.
Alheio às delongas. Mais calmo pela afronta. Alegre pela sombra que me protege. Ainda com o mesmo ideal, talvez mais fortalecido depois de hoje. Far-se-á agora na minha certeza a solidez completa da idéia do super tornar-se realidade.
Talvez o prelúdio do texto devesse ter sido: Sou demasiadamente feio, bonito; forte, fraco; doce, mentolado; sincero, político; quieto, profusamente gritão ideal... Seja como for, está tudo funcionando, minha idéia de fama só exige fanatismo de mim mesmo. Então estou contente.
Deixem os leões entrarem, Roma continuará a beber sangue pelos olhos, o vampirismo popular necessita. Embebedem suas crianças com a caixa de cores mágicas, da-se como inimigo de seus filhos, mas sempre há uma bactéria mais forte do que a massa que se mortifica para evoluir e aprender que o antídoto não prevalece, e que depois risoriamente parece mais um placebo inútil. Assim são as idéias de que tem consciência de todas suas almas dentro de si. Assim são os humanos merecedores da vida, os intensos, os que realmente vivem. Tão queridos pelo mundo. Este mundo somente para loucos e Raros!
Em silencio penso: Agora as luzes diminuem agora a cortina começa a cerrar-se enquanto reverencio agora as luzes se apagam por completo e ao seu fim a cortina já terá inteiramente se fechado. Nisso, volto à cochia, e quando sair daqui ninguém ligará a personagem ao profissional.
Merda!
Quebrei a pernaaaaaaaa!!!!!
Merci!
Atenciosamente, a vovozinha.
Saturday, September 02, 2006
?Mão na consciência!
Temos que superar, superar nos levantando para o próximo e eminente tombo.
Assim, a roda viva flui, tende a se repetir e se qualquer um se permite, acaba por se inozar por completo e perder os movimentos, ficando apenas na névoa da auto-piedade e lamento.
Somos o prato servido na tristeza de banquete, somos o alvo mais atingido pela discórdia trazida pelo tempo e pelos maus agouros da perda.
Perdemos, caímos no fundo do poço, nos erguemos, mas quase sempre voltamos a imergir antes mesmo de nos tomar como a salvos da queda, pois ela não tarda e também não falha.
O apego geralmente nos é natural, mas, há poucos, os poucos e raros que não conseguem tanto se doar aos afagos dos seres, exatamente por preverem a despedida indireta que poderá acontecer no futuro, à falta que o ser fará no futuro, o vazio e o nada – além de lembranças- que serão deixados pela pessoa, ser.
Quiçá o “por vir” fosse sempre tão ameno quanto nas histórias lúdicas e utópicas as quais idealizamos quando crianças. Quisera ter a total noção e controle dos fatos sucessores do instável presente. Ah, se tudo fosse de acordo com as regras do agrado, do doce querer, do feliz viver (utopia).
O peso do perdão nos deturpa os sentidos ele é demasiadamente maior do que podemos suportar então este sobrepeso nos danifica a alma, caleja e agride o senso humano. Nesses pontos, avaliando o medo da perda e o peso de perdões concedidos e ganhos, perdemos muito da essência humana, ficando aprumados no sentido e direção de metamorfar-nos em zumbies, humanos espírito-de-porco, seres vis, sem sentimentos puros e somente os que são ornados de subliminaridades em letras miúdas.
Como seria bom, como seria fácil, como seria de bom grado: Ser forte. Quase ninguém é, vários de nós são de corpo, e pobres de força de alma, somos enigmas que não se sabem. E apenas em momentos de provações exibimos boas partes de nosso potencial de força.
Então, por-nos-emos à prova, ou então negaremos nossa real força e assentiremos com o tempo a passar e nada de nossas vidas a se mostrar?

Mãos à tela!
Que os loucos e raros perdurem...
Assim, a roda viva flui, tende a se repetir e se qualquer um se permite, acaba por se inozar por completo e perder os movimentos, ficando apenas na névoa da auto-piedade e lamento.
Somos o prato servido na tristeza de banquete, somos o alvo mais atingido pela discórdia trazida pelo tempo e pelos maus agouros da perda.
Perdemos, caímos no fundo do poço, nos erguemos, mas quase sempre voltamos a imergir antes mesmo de nos tomar como a salvos da queda, pois ela não tarda e também não falha.
O apego geralmente nos é natural, mas, há poucos, os poucos e raros que não conseguem tanto se doar aos afagos dos seres, exatamente por preverem a despedida indireta que poderá acontecer no futuro, à falta que o ser fará no futuro, o vazio e o nada – além de lembranças- que serão deixados pela pessoa, ser.
Quiçá o “por vir” fosse sempre tão ameno quanto nas histórias lúdicas e utópicas as quais idealizamos quando crianças. Quisera ter a total noção e controle dos fatos sucessores do instável presente. Ah, se tudo fosse de acordo com as regras do agrado, do doce querer, do feliz viver (utopia).
O peso do perdão nos deturpa os sentidos ele é demasiadamente maior do que podemos suportar então este sobrepeso nos danifica a alma, caleja e agride o senso humano. Nesses pontos, avaliando o medo da perda e o peso de perdões concedidos e ganhos, perdemos muito da essência humana, ficando aprumados no sentido e direção de metamorfar-nos em zumbies, humanos espírito-de-porco, seres vis, sem sentimentos puros e somente os que são ornados de subliminaridades em letras miúdas.
Como seria bom, como seria fácil, como seria de bom grado: Ser forte. Quase ninguém é, vários de nós são de corpo, e pobres de força de alma, somos enigmas que não se sabem. E apenas em momentos de provações exibimos boas partes de nosso potencial de força.
Então, por-nos-emos à prova, ou então negaremos nossa real força e assentiremos com o tempo a passar e nada de nossas vidas a se mostrar?

Mãos à tela!
Que os loucos e raros perdurem...
Friday, August 25, 2006
...
A letra na parede!
Por onde anda você?
Pensei que submersa na minha incerteza
Pensei que não serias mais a mesma
Passados estes anos,
Ainda lembro do seu jeito
Ainda maquino contigo os mesmo planos
O Plano principal de vencer no duelo,
De ver o cansaço tomando distância logo
Aquele tratado de levantar o rosto aos ventos
Sentindo que a existência acaricia a fronte
Sabendo que os momentos são iguais apenas no fato de serem únicos
Lembro dos passos lado a lado
Parece que estas a meu lado
Avisto seu sorriso em qualquer lugar
Queria não lembrar do dia em que escondida estavas a chorar
Não culpo mais o sopro do teu fim, mas dói ainda
Tua voz me faz companhia, mas queria tua mão na minha
Me sinto um tanto errante, quase completamente,
Sei que sou inconstante, quem entede?
Você entendia, minha vida vivia
E eu vivia a sua, era uma só. Era a melhor
Minhas pernas não se agradam de andarem por mim
Meus olhos queimam com tantas cenas cruas
Minhas mãos tremem e não sou mais criança
Me sinto ridículo sendo tão vulnerável em alguns momentos
Sabe, tem horas em que me sinto forte, mas, mudo muito
Estou tão diferente de mim, de como era pra ti
Tento não sonhar com o regressivo curso da vida,
Tento enfrentar o futuro, o passado do mais além.
O presente ausente no agora, pronto, passado.
Queria ouvir Here there and Everywhere mais uma vez nos teus olhos
Queria me chatear uma única vez quando me pedisse para que eu te penteasse
Quero agora, tentando firmar toda a força que tenho n’alma,
Querer apenas fazer o que seja certo.
Queria poder contar com sua ajuda,
Mas a lembrança do teu sorriso, das tuas palavras, da vida interminável
Que ainda permanecem, assim como luz de estrela, deixadas por ti me acalmam
Os passos tendem a ir para algum ponto, algum destino
Vou lembrar do seu caminho, da partida interminável que continua sob a chuva
Nos risos trêmulos para tentar finjir não sentir a dor, mesmo sem ar
Quantas foram as horas em que te fiz bem? Menos do que as vidas que você fez a mim
Não sei lidar muito bem com as pessoas, tenho medo delas, e um pavor de perde-las
Acho que ririas de mim se me olhasse agora. Não sou um bom seguidor da tua luz, sou totalmente turvo. Mas minha mente tem tua luz, podes ter certeza, mesmo que viva na lembrança.
Agora tremo e queria parar de escrever, mas são tantas as coisas que queria poder te dizer, neste momento não me sinto sozinho, mas gelo ao pensar em voltar a ficar.
Sabia que eu não acreditava em anjos? Sabias que ainda não admito que acredito? Mas o que é então?
Poucos dias após tua viagem, escrevi uma carta pra ti, não sei aonde foi parar. Hoje acredito que você a leu, e que levou contigo, transformou-a em luz e a guardaste na sua força.
Não me pego mais chorando de dor, só na dor de tentar não te decepcionar
Por isso que talvez eu continue a lutar. Não só por isso, também não só por ti, sabes.
Lembro incessantemente:
“To lead a better life I need my love to be here...
Here, making each day of the year
Changing my life with a wave of her hand
Nobody can deny that there's something there
There, running my hands through her hair
Both of us thinking how good it can be
Someone is speaking but she doesn't know he's there
I want her everywhere and if she's beside me
I know I need never care
But to love her is to need her everywhere
Knowing that love is to share
Each one believing that love never dies
Watching her eyes and hoping I'm always there
I want her everywhere
and if she's beside meI know I need never care
But to love her is to need her everywhere
Knowing that love is to share
Each one believing that love never dies
Watching her eyes and hoping I'm always there
To be there and everywhere
Here, there and everywhere”
I’ll be with you here, there and everywhere.
Mother,
father,
only family,
my everything.
Por onde anda você?
Pensei que submersa na minha incerteza
Pensei que não serias mais a mesma
Passados estes anos,
Ainda lembro do seu jeito
Ainda maquino contigo os mesmo planos
O Plano principal de vencer no duelo,
De ver o cansaço tomando distância logo
Aquele tratado de levantar o rosto aos ventos
Sentindo que a existência acaricia a fronte
Sabendo que os momentos são iguais apenas no fato de serem únicos
Lembro dos passos lado a lado
Parece que estas a meu lado
Avisto seu sorriso em qualquer lugar
Queria não lembrar do dia em que escondida estavas a chorar
Não culpo mais o sopro do teu fim, mas dói ainda
Tua voz me faz companhia, mas queria tua mão na minha
Me sinto um tanto errante, quase completamente,
Sei que sou inconstante, quem entede?
Você entendia, minha vida vivia
E eu vivia a sua, era uma só. Era a melhor
Minhas pernas não se agradam de andarem por mim
Meus olhos queimam com tantas cenas cruas
Minhas mãos tremem e não sou mais criança
Me sinto ridículo sendo tão vulnerável em alguns momentos
Sabe, tem horas em que me sinto forte, mas, mudo muito
Estou tão diferente de mim, de como era pra ti
Tento não sonhar com o regressivo curso da vida,
Tento enfrentar o futuro, o passado do mais além.
O presente ausente no agora, pronto, passado.
Queria ouvir Here there and Everywhere mais uma vez nos teus olhos
Queria me chatear uma única vez quando me pedisse para que eu te penteasse
Quero agora, tentando firmar toda a força que tenho n’alma,
Querer apenas fazer o que seja certo.
Queria poder contar com sua ajuda,
Mas a lembrança do teu sorriso, das tuas palavras, da vida interminável
Que ainda permanecem, assim como luz de estrela, deixadas por ti me acalmam
Os passos tendem a ir para algum ponto, algum destino
Vou lembrar do seu caminho, da partida interminável que continua sob a chuva
Nos risos trêmulos para tentar finjir não sentir a dor, mesmo sem ar
Quantas foram as horas em que te fiz bem? Menos do que as vidas que você fez a mim
Não sei lidar muito bem com as pessoas, tenho medo delas, e um pavor de perde-las
Acho que ririas de mim se me olhasse agora. Não sou um bom seguidor da tua luz, sou totalmente turvo. Mas minha mente tem tua luz, podes ter certeza, mesmo que viva na lembrança.
Agora tremo e queria parar de escrever, mas são tantas as coisas que queria poder te dizer, neste momento não me sinto sozinho, mas gelo ao pensar em voltar a ficar.
Sabia que eu não acreditava em anjos? Sabias que ainda não admito que acredito? Mas o que é então?
Poucos dias após tua viagem, escrevi uma carta pra ti, não sei aonde foi parar. Hoje acredito que você a leu, e que levou contigo, transformou-a em luz e a guardaste na sua força.
Não me pego mais chorando de dor, só na dor de tentar não te decepcionar
Por isso que talvez eu continue a lutar. Não só por isso, também não só por ti, sabes.
Lembro incessantemente:
“To lead a better life I need my love to be here...
Here, making each day of the year
Changing my life with a wave of her hand
Nobody can deny that there's something there
There, running my hands through her hair
Both of us thinking how good it can be
Someone is speaking but she doesn't know he's there
I want her everywhere and if she's beside me
I know I need never care
But to love her is to need her everywhere
Knowing that love is to share
Each one believing that love never dies
Watching her eyes and hoping I'm always there
I want her everywhere
and if she's beside meI know I need never care
But to love her is to need her everywhere
Knowing that love is to share
Each one believing that love never dies
Watching her eyes and hoping I'm always there
To be there and everywhere
Here, there and everywhere”
I’ll be with you here, there and everywhere.
Mother,
father,
only family,
my everything.
Thursday, August 17, 2006
Se existe nexo é por acaso...
E nada mais será como antes e mais uma vez nada é como antes, e então tudo é como foi outrora. Tudo muda, e isso não muda.
-Viva! Futebol!
-Viva! Supervalorização de coisas tolas e que normalmente não teriam tanta, ou teriam nenhuma repercussão!
-Viva! A fome continua assolando. Como sempre haverá de ser para que tenhamos medo das ruas, das casas, do escuro, do sob-sol, do centro, do espelho... Viva!
Viva! Famílias que apenas se toleram para não quebrar o fantasma tão admirado de entidade confortante! Mais vivas!
Vamos votar. :S
Viva! Pais de filhos ruins, de filhos bons! Vivam os filhos dos pais!
Viva! Mães de filhos ruins, de filhos bons! Bons filhos da mãe!
E que sigam no mesmo contexto tudo o que tende a ser deixado levar pela varreção que se finda abaixo do tapete mais próximo para iludir a paz que existe, pelo menos deveria.
E que seja assim para sempre, desde que não no MEU sempre, pois disso tudo estou mais do que cansado. E que cesse a lábia infame dos que ainda tentam portarem-se como os donos da verdade – melhor dizendo, donos da verdade que melhor serve aos outros – e que não a seguem. Por que não seguem suas verdades! Mentira! Que cuspam sangue de si, sim, tumores da raça.
Vivam as exclamações divagadas de forma banal assim como agora faço, e que vivam também os poucos que se dão conta de tal ironia.
No entanto, rogo: Sobreviva, é muito diferente do que viver, é uma arte, uma passagem cativa desta roda-viva que de pertinente nada tem, mas na qual somos envolvidos imediatamente ao acordarmos, na qual somos alvo das confabulações ainda quando descansamos.
Peço caridosamente que meu pai mude, que seus pais mudem; peço ardorosamente que eu mude, que vocês mudem, pois não podemos não fazer parte deste mundo sem de alguma forma fazer parte dele.
Agora, sem mais tom de oração, de rogo...
Queria poder ser mais de meu ar. Ser mais de meus olhos, mesmo que demasiadas vezes eu me tome por uma raiva por ser olheiro de um mundo tão cão.
Queria tanto ter a certeza de que nunca cometerei o erro dos meus, mas não as tenho, apenas tenho fé de que isso comigo não será do mesmo jeito. Tenho uma certa pena de quem tem certeza de como será seu futuro. Eu poderia ter, mas o horror me impede de encara-lo em fronte. Legião visionária já superlota casas de sanidade por demais, não pretendo aumentar estatísticas, e a umidade da terra não me apetece por enquanto,vermes são demais para meu estomago, e não quero ser demais NO estomago deles... Cremação! Isso! Então um problema a menos.
Me peguei divagando anteontem sobre qual a melhor idade para padecer em definitivo. Me encontrei na dúvida entre os 27 anos e os 33. Ambas datas totalmente rockstar, mas por fim me dei conta de que embora menos tempo, os 27 seria mais de acordo com meu jeito. Morrer aos trinta e três lembra o maior dos Astros Rock, mas; mas ele era hippie: Cabelo comprido desalinhado, barba disforme, sandálias de couro; demais para mim. (Vê-se até que ponto a ocidentalização religiosa pesa na mente das vítimas da idealização estética?)
Fim-de-semana importantíssimo pela frente e em mim uma mistura de medo e ansiedade e dúvida e pavor e tremor e estômago congelado e PQP, coisas demais.
Nos últimos tempos diversas vezes, realmente inúmeras pensei em atualizar isso aqui. Em vão. Estava devéras sem saber o que letrar, não sabia nada da real relevância do que escrevo, então, por fim hoje, me dei conta de que a relevância que deve ter é apenas para comigo mesmo. E caso alguém por acaso caia de para-quedas por aqui e resolva ler em dispêndio de seu tempo, então tudo bem. Se gostar do que escrevo, da maneira como escrevo, então tudo bem, que bom. Caso não goste do que escrevo, do modo como escrevo, então tudo bem. Mas por favor, pense! Mesmo que para me mandar a PQP. Estou ficando muito enojado de humanóides não pensantes. Fantoches do jogo da vida (Hyden? Putz, passado.), de quem só espera chegar a morte para parar de viver, embora não tenha vivido.
Mudando um pouquinho uma frase: Gente burra tem que ser enterrada viva.
E, para que pouco mude: Que comecem as mudanças!
Amém!
-Viva! Futebol!
-Viva! Supervalorização de coisas tolas e que normalmente não teriam tanta, ou teriam nenhuma repercussão!
-Viva! A fome continua assolando. Como sempre haverá de ser para que tenhamos medo das ruas, das casas, do escuro, do sob-sol, do centro, do espelho... Viva!
Viva! Famílias que apenas se toleram para não quebrar o fantasma tão admirado de entidade confortante! Mais vivas!
Vamos votar. :S
Viva! Pais de filhos ruins, de filhos bons! Vivam os filhos dos pais!
Viva! Mães de filhos ruins, de filhos bons! Bons filhos da mãe!
E que sigam no mesmo contexto tudo o que tende a ser deixado levar pela varreção que se finda abaixo do tapete mais próximo para iludir a paz que existe, pelo menos deveria.
E que seja assim para sempre, desde que não no MEU sempre, pois disso tudo estou mais do que cansado. E que cesse a lábia infame dos que ainda tentam portarem-se como os donos da verdade – melhor dizendo, donos da verdade que melhor serve aos outros – e que não a seguem. Por que não seguem suas verdades! Mentira! Que cuspam sangue de si, sim, tumores da raça.
Vivam as exclamações divagadas de forma banal assim como agora faço, e que vivam também os poucos que se dão conta de tal ironia.
No entanto, rogo: Sobreviva, é muito diferente do que viver, é uma arte, uma passagem cativa desta roda-viva que de pertinente nada tem, mas na qual somos envolvidos imediatamente ao acordarmos, na qual somos alvo das confabulações ainda quando descansamos.
Peço caridosamente que meu pai mude, que seus pais mudem; peço ardorosamente que eu mude, que vocês mudem, pois não podemos não fazer parte deste mundo sem de alguma forma fazer parte dele.
Agora, sem mais tom de oração, de rogo...
Queria poder ser mais de meu ar. Ser mais de meus olhos, mesmo que demasiadas vezes eu me tome por uma raiva por ser olheiro de um mundo tão cão.
Queria tanto ter a certeza de que nunca cometerei o erro dos meus, mas não as tenho, apenas tenho fé de que isso comigo não será do mesmo jeito. Tenho uma certa pena de quem tem certeza de como será seu futuro. Eu poderia ter, mas o horror me impede de encara-lo em fronte. Legião visionária já superlota casas de sanidade por demais, não pretendo aumentar estatísticas, e a umidade da terra não me apetece por enquanto,vermes são demais para meu estomago, e não quero ser demais NO estomago deles... Cremação! Isso! Então um problema a menos.
Me peguei divagando anteontem sobre qual a melhor idade para padecer em definitivo. Me encontrei na dúvida entre os 27 anos e os 33. Ambas datas totalmente rockstar, mas por fim me dei conta de que embora menos tempo, os 27 seria mais de acordo com meu jeito. Morrer aos trinta e três lembra o maior dos Astros Rock, mas; mas ele era hippie: Cabelo comprido desalinhado, barba disforme, sandálias de couro; demais para mim. (Vê-se até que ponto a ocidentalização religiosa pesa na mente das vítimas da idealização estética?)
Fim-de-semana importantíssimo pela frente e em mim uma mistura de medo e ansiedade e dúvida e pavor e tremor e estômago congelado e PQP, coisas demais.
Nos últimos tempos diversas vezes, realmente inúmeras pensei em atualizar isso aqui. Em vão. Estava devéras sem saber o que letrar, não sabia nada da real relevância do que escrevo, então, por fim hoje, me dei conta de que a relevância que deve ter é apenas para comigo mesmo. E caso alguém por acaso caia de para-quedas por aqui e resolva ler em dispêndio de seu tempo, então tudo bem. Se gostar do que escrevo, da maneira como escrevo, então tudo bem, que bom. Caso não goste do que escrevo, do modo como escrevo, então tudo bem. Mas por favor, pense! Mesmo que para me mandar a PQP. Estou ficando muito enojado de humanóides não pensantes. Fantoches do jogo da vida (Hyden? Putz, passado.), de quem só espera chegar a morte para parar de viver, embora não tenha vivido.
Mudando um pouquinho uma frase: Gente burra tem que ser enterrada viva.
E, para que pouco mude: Que comecem as mudanças!
Amém!
Wednesday, July 26, 2006
Heil _! (Sangue ingrato)
Por onde paira a calma quando mais se precisa?
Quantas perguntas gostaria de poder fazer; se ao menos pudesse alguma resposta ouvir. Contemplo o que não há regra a firmar nem a me puxar do limbo porquanto são os raios de sangue que lume a inocente loucura.
O eco do pensamento me cega, queria poder atacar com mesma raiva ávida com a que sou atacado e mesmo assim prosperar no jogo da vitória. Não passo de um burro correndo atrás da cenoura içada em minha frente por um caniço. Não passo de um tolo numa esteira atrás da forma que melhor servirá ao seu rótulo. Nada mais que um espasmo de ante vida.
Será que o fardo cultural que carregamos como se fosse uma pena não pesa em cima dos escárnios de agonia que são trazidos à nós pelos problemas?
Será que tendemos a ser da maneira que não queremos até o fim dos tempos? Será que continuarei na tolice de fazer perguntas diante ao abismo mesmo sabendo que as respostas não vencem a gravidade para me contemplar?
Sem mais perguntas. Tomando o controle vou tentar apenas afirmar; visto então, de agora em diante vou continuar surdo pelo que vejo e regar os pútridos “afetos” do ditador com olhos de complacência enganosa, jogando o mesmo jogo que me é forçado a participar, mas nisso usando armas de outra realidade, da minha. Sem lágrimas rubras afagando minha face, agora apenas cristais da raiva agoniada que me fortalecerá.
Oxalá, futuro passando e tomando ares de passado antes mesmo que por mim tenha passado. Passa tempo! Dorme agora e acorda quando eu lhe pedir.
Destarte, acaso, rumo ao ponto certo me aprumo, rumo ao futuro incerto me deixo levar pelas águas e vento da sorte – coisa essa na qual não acredito, mas exemplifica melhor o sentido do que tento narrar - e que sejam jogados os dados no tabuleiro da perfeita ostentação do autocontrole.
Salve!
Richtoffen, às vezes lhe admiro.
Quantas perguntas gostaria de poder fazer; se ao menos pudesse alguma resposta ouvir. Contemplo o que não há regra a firmar nem a me puxar do limbo porquanto são os raios de sangue que lume a inocente loucura.
O eco do pensamento me cega, queria poder atacar com mesma raiva ávida com a que sou atacado e mesmo assim prosperar no jogo da vitória. Não passo de um burro correndo atrás da cenoura içada em minha frente por um caniço. Não passo de um tolo numa esteira atrás da forma que melhor servirá ao seu rótulo. Nada mais que um espasmo de ante vida.
Será que o fardo cultural que carregamos como se fosse uma pena não pesa em cima dos escárnios de agonia que são trazidos à nós pelos problemas?
Será que tendemos a ser da maneira que não queremos até o fim dos tempos? Será que continuarei na tolice de fazer perguntas diante ao abismo mesmo sabendo que as respostas não vencem a gravidade para me contemplar?
Sem mais perguntas. Tomando o controle vou tentar apenas afirmar; visto então, de agora em diante vou continuar surdo pelo que vejo e regar os pútridos “afetos” do ditador com olhos de complacência enganosa, jogando o mesmo jogo que me é forçado a participar, mas nisso usando armas de outra realidade, da minha. Sem lágrimas rubras afagando minha face, agora apenas cristais da raiva agoniada que me fortalecerá.
Oxalá, futuro passando e tomando ares de passado antes mesmo que por mim tenha passado. Passa tempo! Dorme agora e acorda quando eu lhe pedir.
Destarte, acaso, rumo ao ponto certo me aprumo, rumo ao futuro incerto me deixo levar pelas águas e vento da sorte – coisa essa na qual não acredito, mas exemplifica melhor o sentido do que tento narrar - e que sejam jogados os dados no tabuleiro da perfeita ostentação do autocontrole.
Salve!
Richtoffen, às vezes lhe admiro.
Thursday, July 13, 2006
Sulfur
Ocaso interpela a mente de poucos
Dar-se-á por satisfeito com a mediocridade e dará seu sim a toda a possível desgraça, e reclamar depois é fato inútil, mas haverá de ousar e recorrer a este ato. Pois, sois médios.
Enquanto poucos refletem a seguem no zelo de sua sanidade sem perder o real ato de ser humano em completo uso da palavra.
Dar perola aos porcos é algo que não estou tendendo a fazer, apenas se fosse para rir de seus pensamentos fracos e rasos e breves e putrefatos e banais e... Argh! Difícil definir a demência.
Vejamos o quanto estancam toda culpa complacente com atuações virtuosas que na verdade apenas a si faz bem Doações de si só se for ao caso de reembolso de atos pela receita federal da caridade.
Roubam o doce dos idosos e bengalas das crianças enquanto a dança da gravidade os impossibilita de esmagarem-se contra a terra. Melhor voar, mesmo q atormentado pelos risos gravitacionais, escárnios de truão imbecil que finge afrouxar rédeas às quais nunca possuiu controle algum.
Ao exílio ermo me disponho! Auxilio apenas a mim mesmo por enquanto, mas estarei melhor para tentar ajudar. Sou de pouco grado aos afagos libertinos dos pobres de espírito, mas sinto falta do tumulo festivo ao qual estava resignada a minha vida em outros tempos. Mas viver o passado é infame, então veremos o que acontece nalgum capitulo próximo. Primeiro ato disposto em folha a tempo, segundo ato correndo ofegante ao encontro de desfecho, terceiro ato imprevisível no qual mais imprevisíveis ainda serão os créditos da obra!
Quebremos a perna enquanto os porcos surtam na insuficiência de suas vegetantes agonias imbecis a que chamam de vida.
Vereis em fogo o circo, rubor e lágrimas não apagam. Vento suplicando não retrata. Despendio talvez faça esquecer.
Dar-se-á por satisfeito com a mediocridade e dará seu sim a toda a possível desgraça, e reclamar depois é fato inútil, mas haverá de ousar e recorrer a este ato. Pois, sois médios.
Enquanto poucos refletem a seguem no zelo de sua sanidade sem perder o real ato de ser humano em completo uso da palavra.
Dar perola aos porcos é algo que não estou tendendo a fazer, apenas se fosse para rir de seus pensamentos fracos e rasos e breves e putrefatos e banais e... Argh! Difícil definir a demência.
Vejamos o quanto estancam toda culpa complacente com atuações virtuosas que na verdade apenas a si faz bem Doações de si só se for ao caso de reembolso de atos pela receita federal da caridade.
Roubam o doce dos idosos e bengalas das crianças enquanto a dança da gravidade os impossibilita de esmagarem-se contra a terra. Melhor voar, mesmo q atormentado pelos risos gravitacionais, escárnios de truão imbecil que finge afrouxar rédeas às quais nunca possuiu controle algum.
Ao exílio ermo me disponho! Auxilio apenas a mim mesmo por enquanto, mas estarei melhor para tentar ajudar. Sou de pouco grado aos afagos libertinos dos pobres de espírito, mas sinto falta do tumulo festivo ao qual estava resignada a minha vida em outros tempos. Mas viver o passado é infame, então veremos o que acontece nalgum capitulo próximo. Primeiro ato disposto em folha a tempo, segundo ato correndo ofegante ao encontro de desfecho, terceiro ato imprevisível no qual mais imprevisíveis ainda serão os créditos da obra!
Quebremos a perna enquanto os porcos surtam na insuficiência de suas vegetantes agonias imbecis a que chamam de vida.
Vereis em fogo o circo, rubor e lágrimas não apagam. Vento suplicando não retrata. Despendio talvez faça esquecer.
Sunday, July 09, 2006
Laschia me!
“In questa tomba oscura...”
!Inverossímil!
Não pode ser
Precipitação!
Há de ser apenas um sonho ruim
Quão arruinado já estou?
Devo ter feito passagem ser saber
Este brado ronca e me aflige
Avisto o que nem veio a acontecer
Acorde meu apuro
Acorda minha lástima!
Lacrimejo de inseguro
Oh infortúnio, tarde a chegar.
Aprontarei-me sem reclames
Mas só quando convier
Serei meta de seu afano
Mas espere meu ruir
Declarado o enterro
De fantasmas desde aqui
Toma teu rumo e espera
Pois ainda não quero ir
Vinde a mim quando pretendo
Abstenho-me por enquanto
Mas, no entanto ainda não entendo.
O motivo de todo desencanto.
Friday, July 07, 2006
Delirium Tremens
Orgulhai-vos de seus préstimos e de sua cega subserviência.
Corram atrás das falsas promessas de êxito pessoal, assim como um cão atrás de sue próprio rabo, até esvaírem-se em profundo colapso, cansaço.
Goya disse que “O adormecer da razão gera monstros”. Acho que quando nossa razão hiberna, acabamos por nos tornar nossos próprios monstros, mesmo sem saber e nem poder conviver com isso.
Perca a razão, orgulho idem; sua mente, ibidem. Assim facilitará a transmutação.
Ao deparar-se com o que outrora foi humano, você poderá dar-se por si de uma maneira amorfa, sem refletir, enfadonha, sustentando em mãos um tacape para confrontar tudo o que lhe tente abrir os olhos e avivar sua razão.
Meu conselho é que ao ver tudo perdido, homenageie o que já foi vida: Cianureto de ouro fechará com chave de Midas e fará com que pelo menos o final tenha alguma expressão, razão, dignidade...
Assim nascerá um santo. Um santo ateu; mais um mártir de sua própria vida, entre tantos.
- Sr. Saturno, seu filho está no ponto certo? Um pouco do sangue de algum cristo para acompanhar?
Corram atrás das falsas promessas de êxito pessoal, assim como um cão atrás de sue próprio rabo, até esvaírem-se em profundo colapso, cansaço.
Goya disse que “O adormecer da razão gera monstros”. Acho que quando nossa razão hiberna, acabamos por nos tornar nossos próprios monstros, mesmo sem saber e nem poder conviver com isso.
Perca a razão, orgulho idem; sua mente, ibidem. Assim facilitará a transmutação.
Ao deparar-se com o que outrora foi humano, você poderá dar-se por si de uma maneira amorfa, sem refletir, enfadonha, sustentando em mãos um tacape para confrontar tudo o que lhe tente abrir os olhos e avivar sua razão.
Meu conselho é que ao ver tudo perdido, homenageie o que já foi vida: Cianureto de ouro fechará com chave de Midas e fará com que pelo menos o final tenha alguma expressão, razão, dignidade...
Assim nascerá um santo. Um santo ateu; mais um mártir de sua própria vida, entre tantos.
- Sr. Saturno, seu filho está no ponto certo? Um pouco do sangue de algum cristo para acompanhar?
Wednesday, June 28, 2006
Esfinjes
Apenas os mais fortes perduram e a eles pertence o reino da terra.
Fraquezas, debilidades, limitações em geral todos tem. Agora, expo-las é critério de cada um. Pretendes ser alguém ou manter a estagnação que o estigma da limitação lhe retrata?
E foi pensando nisso que criamos o moderníssimo e revolucionário programa de auto-conf...
Brincadeira.
Somos os que fazemos acreditar que somos, o que parecemos.
Nisso, por piores que estejamos por dentro diante das faces do nosso estado emocional, podemos fazer uso de nossa magistral inventibilidade e improviso para que nossas máscaras subam e que assim sejamos vistos sempre impecáveis, inatingíveis e perfeitos. E não, dar motivos para que os outros amenizem suas frustrações fazendo alusões, comentários ou apenas refletindo (normalmente comentam, nos repudiam) de que: “Olha, eu tenho problemas, mas estou assim, já, ele (a) sucumbiu aos seus problemas e está daquele jeito”.
Decidi que se alguém quiser me usar como parâmetro para algo ruim ou que amenize suas ignorâncias será apenas se baseando em algo que eu venha a compor literariamente (talvez algum livro no futuro, ou filme, ou papel higiênico com historinhas...), mas, usar minha pessoa, jamais!
Sou um poço de virtudes, e sou um poço de incontáveis defeitos, mas, isso já é o máximo de mim que informo. Em suma, sou humano, talvez.
Posto isto. Agora começa o baile de máscaras e neste baile não sou alvo, pretendi ser a arma, como defesa, ou como ataque.
Tomo fôlego e brindo com oxigênio esta inspiração!
Abrando meus males por fora, por dentro não importa como estão. Agora, sou mais uma vitrina bem composta do que uma bula de mim mesmo. Agora aprendi a ser eu mesmo. Espero que sim.
Fraquezas, debilidades, limitações em geral todos tem. Agora, expo-las é critério de cada um. Pretendes ser alguém ou manter a estagnação que o estigma da limitação lhe retrata?
E foi pensando nisso que criamos o moderníssimo e revolucionário programa de auto-conf...
Brincadeira.
Somos os que fazemos acreditar que somos, o que parecemos.
Nisso, por piores que estejamos por dentro diante das faces do nosso estado emocional, podemos fazer uso de nossa magistral inventibilidade e improviso para que nossas máscaras subam e que assim sejamos vistos sempre impecáveis, inatingíveis e perfeitos. E não, dar motivos para que os outros amenizem suas frustrações fazendo alusões, comentários ou apenas refletindo (normalmente comentam, nos repudiam) de que: “Olha, eu tenho problemas, mas estou assim, já, ele (a) sucumbiu aos seus problemas e está daquele jeito”.
Decidi que se alguém quiser me usar como parâmetro para algo ruim ou que amenize suas ignorâncias será apenas se baseando em algo que eu venha a compor literariamente (talvez algum livro no futuro, ou filme, ou papel higiênico com historinhas...), mas, usar minha pessoa, jamais!
Sou um poço de virtudes, e sou um poço de incontáveis defeitos, mas, isso já é o máximo de mim que informo. Em suma, sou humano, talvez.
Posto isto. Agora começa o baile de máscaras e neste baile não sou alvo, pretendi ser a arma, como defesa, ou como ataque.
Tomo fôlego e brindo com oxigênio esta inspiração!
Abrando meus males por fora, por dentro não importa como estão. Agora, sou mais uma vitrina bem composta do que uma bula de mim mesmo. Agora aprendi a ser eu mesmo. Espero que sim.
Saturday, June 24, 2006
Momentos
Existem alguns momentos raros e de total pertinência em que mesmo que não se esteja em completa harmonia consigo mesmo as coisas se transmutam e você se vê em total gozo de alma por estar se sentindo bem.
São vacilos da depressão que deixa uma crescente e firme possibilidade de completa realização de estar como se está.
Após algum, tempo sem se deparar com pessoas que fazem com que você seja você mesmo, que são sua família (família de verdade, não a de sangue) então tudo é perfeição.
Para que sentir falta de algo que mesmo não presente é mais vivo do que muitas vezes você mesmo?
Viva a família de verdade! Viva a roda viva que mesmo algo não constante ela não consegue mudar!
Para estes momentos de total satisfação nada se embate, nada interfere, nada se sobrepõe e nem se iguala!
Queremos ser quem somos! Queremos lembrar o que fomos, queremos ter fome de futuro, queremos a proteção de ter um rumo!
Somos o que somos e nada vai mudar. Viemos de onde não importa, o que importa é este momento real tão similar ao sonhar!
São vacilos da depressão que deixa uma crescente e firme possibilidade de completa realização de estar como se está.
Após algum, tempo sem se deparar com pessoas que fazem com que você seja você mesmo, que são sua família (família de verdade, não a de sangue) então tudo é perfeição.
Para que sentir falta de algo que mesmo não presente é mais vivo do que muitas vezes você mesmo?
Viva a família de verdade! Viva a roda viva que mesmo algo não constante ela não consegue mudar!
Para estes momentos de total satisfação nada se embate, nada interfere, nada se sobrepõe e nem se iguala!
Queremos ser quem somos! Queremos lembrar o que fomos, queremos ter fome de futuro, queremos a proteção de ter um rumo!
Somos o que somos e nada vai mudar. Viemos de onde não importa, o que importa é este momento real tão similar ao sonhar!
Thursday, June 22, 2006
Di pronto!
Não me embriago dia após dia
Brindo aos préstimos do último ato.
Já li sua sinopse na cartilha
Dele entendi que será algo tão surpreendente quanto uma lágrima por dor. E também tão certeiro e definitivo como a mesma.
A Rubra cortina se abre, la, quieto, e em palidez do espectro de ser que é, ele se encontra
Suas costas, arqueadas pelo peso que por tanto carregou.
Mas seus lábios desbravam pela última vez um sorriso; sorriso de redenção.
Liberdade! Quimera que tanto aspirei, janela que por entre jamais avistei. Árvore que fruto colhi, mas não fui eu quem plantei.
E este foi o último pensamento do vivente.
Alma ardente que afaga sua paz.
Me torne algo morto e mais viváz!
Vivi como se tivesse o tempo todo vegetado.
Morri e pela primeira vez declarado: Inocente!
Dentro remanescia um pensamento: Este seria o fim de uma alma? Seria o fim de todo o clã? Seria o começo de algo? Talvez, apenas a confirmação de que o “nada” não existe e nem nunca existiu.
Com certeza, quase toda. Libertação.
A maior utopia que se tem é a de que se vive. Na verdade só se encena em uma peça escrita por alguém (moral/ética) que não fazia a mínima questão de que fosse um espetáculo.
Existam...
Brindo aos préstimos do último ato.
Já li sua sinopse na cartilha
Dele entendi que será algo tão surpreendente quanto uma lágrima por dor. E também tão certeiro e definitivo como a mesma.
A Rubra cortina se abre, la, quieto, e em palidez do espectro de ser que é, ele se encontra
Suas costas, arqueadas pelo peso que por tanto carregou.
Mas seus lábios desbravam pela última vez um sorriso; sorriso de redenção.
Liberdade! Quimera que tanto aspirei, janela que por entre jamais avistei. Árvore que fruto colhi, mas não fui eu quem plantei.
E este foi o último pensamento do vivente.
Alma ardente que afaga sua paz.
Me torne algo morto e mais viváz!
Vivi como se tivesse o tempo todo vegetado.
Morri e pela primeira vez declarado: Inocente!
Dentro remanescia um pensamento: Este seria o fim de uma alma? Seria o fim de todo o clã? Seria o começo de algo? Talvez, apenas a confirmação de que o “nada” não existe e nem nunca existiu.
Com certeza, quase toda. Libertação.
A maior utopia que se tem é a de que se vive. Na verdade só se encena em uma peça escrita por alguém (moral/ética) que não fazia a mínima questão de que fosse um espetáculo.
Existam...
Tuesday, June 20, 2006
No midia
A abstração dos momentos insones me corrompem os sentidos
Agora me vejo de cima de mim em espreita de desatinos mal sucedidos para me aventurar em mais dor propositada para pagar minha pena pela culpa de não gostar de mim
Mas, por que deveria?
Por que é que pairam as histórias na proximidade de seus acontecimentos se na verdade uma história boa é única e exclusivamente uma história de desgraça?
Não pretendo jogar migalhas de pão aos corvos no parque da conectividade, por isso, me abstenho momentaneamente ao individualismo da mundo real (Sendo ele real ou não, não me importo)
Só agora percebo que os cortes da linha do tempo se fundiram há muito tempo e deles apenas sobraram graves sulcos aonde deveramente tropeçamos e damos com nossas fuças no chão. Não sei se levantar é o melhor, pois “levanta pra cair de novo” não é algo lá muito encorajador; seria melhor ficar de acordo com o tombo e nele sucumbir de vez ou talvez a estada no chão apenas seja pretexto para ser atropelado e tudo então findar-se resumidamente em um suspiro de adeus?
Não sou poeta, não sou escritor, não sou crítico, não sei quem sou. Não sou humano, não sou politico, não sou maléfico, então me diga por que é que aqui estou!
Abram as portas do inferno para que eu possa sair! Aqui está quente demais!
Existam!
Agora me vejo de cima de mim em espreita de desatinos mal sucedidos para me aventurar em mais dor propositada para pagar minha pena pela culpa de não gostar de mim
Mas, por que deveria?
Por que é que pairam as histórias na proximidade de seus acontecimentos se na verdade uma história boa é única e exclusivamente uma história de desgraça?
Não pretendo jogar migalhas de pão aos corvos no parque da conectividade, por isso, me abstenho momentaneamente ao individualismo da mundo real (Sendo ele real ou não, não me importo)
Só agora percebo que os cortes da linha do tempo se fundiram há muito tempo e deles apenas sobraram graves sulcos aonde deveramente tropeçamos e damos com nossas fuças no chão. Não sei se levantar é o melhor, pois “levanta pra cair de novo” não é algo lá muito encorajador; seria melhor ficar de acordo com o tombo e nele sucumbir de vez ou talvez a estada no chão apenas seja pretexto para ser atropelado e tudo então findar-se resumidamente em um suspiro de adeus?
Não sou poeta, não sou escritor, não sou crítico, não sei quem sou. Não sou humano, não sou politico, não sou maléfico, então me diga por que é que aqui estou!
Abram as portas do inferno para que eu possa sair! Aqui está quente demais!
Existam!
Wednesday, June 07, 2006
Sem rumo
Tem dias em que não sei ao certo do que gosto e do que pra mim é indiferente
Sinto-me vulnerável em alguns momentos
Passo por entre a neblina da solidão e nela me perco
Ouço vozes próximas, mas não tenho condições nem motivos pra chamá-las
Sou então, nesses momentos apenas um arremedo de algo que talvez seja uma pessoa.
Um esboço assimétrico e mal elaborado de gente
Não me pertenço, mas sim ao vazio.
Me entumece a calma, me persiste cegando minha alma.
Há dias em que não expresso nem alegria, nem mania, nem tristeza e nem morte momentânea.
Apenas flutuo no espaço entre um respirar e um piscar de olhos, no nada.
Essa presença ausente é minha única companhia, nem eu mesmo me acompanho.
Penso em diversos motivos para desligar o filme
Mas, o diretor repreende o ator, e o força na continuidade.
Não escrevo e nem desenho, não relato, nada tenho.
Apenas toco as teclas solenes e frias, para que meus dedos consigam expressar teclas tecladas e nada mais.
Não tenho inspiração, tenho apenas tensão, a tensão de não dar a mim mesmo nenhuma atenção.
Que se foda a normalidade, não mais a invejo, apenas espero acordado a minha vida também reacordar, para depois degustar dos prazeres insanos aos quais me banho e seguir postando em minha face um template invejável para que todos digam: “oh, como ele está bem!” Realmente estou, estou sempre bem, bem, bem vazio...
Existam! (podem fingir, convencer a si mesmo é o primeiro passo para que se torne realidade.)
Sinto-me vulnerável em alguns momentos
Passo por entre a neblina da solidão e nela me perco
Ouço vozes próximas, mas não tenho condições nem motivos pra chamá-las
Sou então, nesses momentos apenas um arremedo de algo que talvez seja uma pessoa.
Um esboço assimétrico e mal elaborado de gente
Não me pertenço, mas sim ao vazio.
Me entumece a calma, me persiste cegando minha alma.
Há dias em que não expresso nem alegria, nem mania, nem tristeza e nem morte momentânea.
Apenas flutuo no espaço entre um respirar e um piscar de olhos, no nada.
Essa presença ausente é minha única companhia, nem eu mesmo me acompanho.
Penso em diversos motivos para desligar o filme
Mas, o diretor repreende o ator, e o força na continuidade.
Não escrevo e nem desenho, não relato, nada tenho.
Apenas toco as teclas solenes e frias, para que meus dedos consigam expressar teclas tecladas e nada mais.
Não tenho inspiração, tenho apenas tensão, a tensão de não dar a mim mesmo nenhuma atenção.
Que se foda a normalidade, não mais a invejo, apenas espero acordado a minha vida também reacordar, para depois degustar dos prazeres insanos aos quais me banho e seguir postando em minha face um template invejável para que todos digam: “oh, como ele está bem!” Realmente estou, estou sempre bem, bem, bem vazio...
Existam! (podem fingir, convencer a si mesmo é o primeiro passo para que se torne realidade.)
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