Wednesday, April 02, 2014

O Grande circo

Um circo, um grande circo.
Precisamente, estamos todos enjaulados.
A maior crueldade, é que assim como o ar, tais jaulas a nós não figuram de forma nítida e com nefasta admissão.
Elas cá estão, intrínsecas a nós. São tais jaulas tão cruéis e brutais que são parte de nós como um todo
Desde um espirro e a forma que suas mãos na fronte são colocadas, um bocejo, uma expressão fugidia de raiva, tudo, e ratifico, tudo é premeditado e faz parte da jaula, do circo.
Fazemos ações ensaiadas cujo roteiro nos foi dado há tempos, e dentre os espectadores há parte dos autores, mesmo que estes já tenham morrido em suas jaulas; pois sim, nossos espectadores também estão enjaulados. A parte mais triste é justamente essa: Todos enjaulados, olhando para as jaulas alheias sem nem ao menos ver as nossas, nos vendo como parte central ou convidado de honra de um espetáculo de escárnio e sadismo que é a vida, a nossa premeditadamente errante vida.
Faz-se a obediência de todos, levando caminhos do êxito que nos é forçosamente empurrado goela abaixo, do tipo de felicidade que nos dizem ser o certo e que só trazem câncer, pela forma que envelhecemos seguindo normatizações do que é certo ou errado para cada uma das fases da vida e da forma que encaramos a morte, ah a morte, depois dela não há mais jaula.
Esta quimera persiste e sem que notemos, seguimos o texto feito macacos amestrados rogando por recompensas. Abrimos os olhos de forma ensinada, temos o léxico de forma constituída no ensaio, ganhamos chicotadas de morais instituídas por mortos, e aceitamos tudo isso por medo, e por não enxergarmos nossas jaulas.

E viva o circo!

Monday, June 04, 2012

Novidade que inexiste


Dias perturbados permeam meu cotidiano extremo, e nisso me questiono sobre coisas comuns, banais. Peso de idade, forma de ver o mundo e inter-relações com quem é próximo. Ciente de inúmeros defeitos e pesando opções de paz para consigo mesmo, segue errante o arremedo do que quis um dia ser, e ao mesmo tempo o ídolo que ocasionalmente tomo por verdade para comigo mesmo.
Há dúvidas sobre tudo e certezas absolutas, como um tango em sua dramaticidade elevada com expoentes fantásticos onde a lástima que se apresenta tem tons e temperos de vivacidade ensandecida. Frente a sentimentos puros e imundos de não-vida e sobrevida, diante de retaliações para consigo segue em frente este que oscila entre a primeira e a terceira pessoa de forma sem propósito, propositadamente. Nas palavras vinha vendo percalços e tombos, como um truão com maquiagem de sorriso ao perceber que lágrimas de si pulavam em suicídio rumo ao chão. 
Fez-se forte tal truão, fez-se seu, depois de quase trinta anos, do nada, repente surpreendente se fez ocorrer e nisso, ao contrário do que idealizava, vê este tolo que nada muda com isso, nada se expande ou se comprime com certezas, e elas nada mais figuram a si do que duvidas deixadas de lado, como uma espécie de fé que não se tem, só se ascente, só se defende num ostracismo controlado que nomeia razão. A não-razão foi deveras encarada fronte a fronte, devaneios a viagens, medos a soluços bradando "nada temo!" e paixões que em uma semana sublimavam. Se carência ou não, parecem agora tal tipo de momentos tão sérios quanto uma partida de ping-pong, de um lado a comoção e entrega, do outro o resguardo, esse tão confortável e sem expressão que chegava a doer por tamanha covardia. Ei-la! tão irreal e tardia a falta de sentimentos pretendida - porém nem sempre atingira - como um nirvana ao avesso que nada lhe acalenta nem garante, como uma piada, tão infante que nem um riso tolo lhe causa, só estanca sofrimentos passageiros que são deveras extremos e alegrias eternas e efêmeras que como tão intensas duram menos do que um cigarro a queimar, e nisso a noite a passar e nada, absurdamente nada - embora não fosse essa a ideia -, nada mudar.

Tuesday, February 08, 2011

Registrando 08/02/2011...

O que fazer quando você está de férias, sem saber o que fazer, seus lugares comuns/zonas de conforto te esforçam a ser cru na normalidade afável que vocês mais teme, quando o encontro de você com você mesmo lhe irrita e desagrada? O que fazer - e nisso pessoas já lêem isso com inclinações a ler isso tudo com rompantes e vislumbros de Maria Bethânia como soundtrack- e faz-se o "Viva!", o seja - sem reticências por sem "mais ou menos" e o TANTO FAZ com toda a simples vibração causada pelo que é de fato, pelo que é do ser, pela verdade mais crua, a infâmia, porém momentaneamente tal esta se faz que se transfigura na verdade mais positiva, da vida o melhor torpor. Vivamos, até segunda ordem!

Brindemos a vida, brindemos o enfante Fabrício, vivemos o mundo torpe, tudo que é puro, ou até mesmo o puto vício. Seja assim a vida, o qualquer, o que de fato se faz presente e o comum mal-me-quer...

Friday, May 01, 2009

Quimera em desabafo

Que o mundo abra alas aos vivos, pelo menos uma vez. Que as mortes sejam apenas faltas e não a perfeição pós reconhecida. Que percalços sejam motivos de aprendizado, não tarjas de vivências, amenidades vivas e destrutivas, excludentes, que o tempo venha a passar sem o stress do momento a aumentar sua presença e fazê-lo parecer um gigante, enquanto é apenas uma figura de sí mesmo capaz de vestir várias máscaras.
Ainda assim, que meus dias, meu momentos, meus entes e convivas não me temam, não me queiram demais, não me queiram de menos; e nisso, admita eu meus defeitos extremos, minhas possíveis amenas qualidades, minhas vidas e almas dentro disso que figura como uno, como simples e que na verdade me corrói, contorce, como a todo mundo, embora desapercebidamente. Quem venham as lamúrias, as alegrias cantantes, os instantes chulos e de gravata abaixo da fronte.
Assim utopicamente, que tal alusão tão parnasiana se concretize e o mundo sejá assim: Tão pesado e tão leve, tão limpo na escuridão e tão sujo em seus..
...tempos próprios.
Haverão ainda pessoas com o romantismo e vontade de viver, mesmo que como uma desculpa a falta de vontade de outrora. Haverão lamúrias que não passarão de gracejos, momentos que se resumirão em perfeitos beijos; após tal rima, faremos ainda em nossa Terra do Nunca qualquer coisa que nos pertencer, e qualquer coisa alheia vir a ser nossa.
Que a vida seja plena, mesmo com toda banalidade das criações alusivas a vidas, daquelas que soam como plena e total verdade, enquanto creio eu ser algo cuja complexidade seja regida principalmente pela mutação constante e imprevisibilidade.
Que os relógios parem, que as mentes se calem em silenciosa harmonia de mentes, óbvio. Que os corpos não passem de locomoção e o cérebro em tal mundo idealizado roupe nas poesias as referências que no real mundo brega dirigem-se ao músculo coração.
Que sejam perfeitos os erros, erradas as falhas, vivos e lúcidos os medos, e asperos em total maldade a face crua da mente, crente em vida real, em momentos com...
...vivacidade, e que desde nossos simiótivos princípios e em nosso "nos acabar" sejamos impossivelmente sinceros conosco, e em nossa redoma faça-se plena, eterna, linda e lisa, não a beleza, mas acima de tudo nossa noção, mesmo que cruel, de que independe de nós o caminhos do mundo que para todos nós, de forma admissa ou não nos parece ser tudo em função de nós mesmo, que seja crú, maléfico, perfeito, o que quer que seja; que seja real em sua plenitude, e sempre nosso, vivo e mesmo que acidentalmente mundano. Oh mundo, meu mundo, nosso mundo!

Tuesday, February 17, 2009

Pois e agora, começará de fato o ano? 
Diário de bordo datando 17 de fevereiro do ano 2009, e até agora nada.
Ainda me sinto perturbado pelo festival de atavismos esbravejante que tomará as ruas daqui a pouco tempo. Carnaval...
Batuques tribais, aborígenes em sua nudez ostentada, fazendo com que floresça nas ruas praticamente um comércio de carne em sua prática proliferadora de doenças, musicalidade - já que alguns imbecís convencionáram que tanta merda usa a nomenclatura de música - desrregrada e que até um chimpanzé poderia produzir. Onde me refiro a aborígenes não pense estar eu depreciando alguma etnia, mas toda e qualquer pessoa entumecida mentalmente, anesteziada pelo álcool e o que mais lhe for usual, fazendo parte desta grande peça cultural aculturada.
Questiono os logradouros comerciais, em sua parte dirigida às massas, até por que não o deixariam de fazer; entre eles algumas excessões, que fugídias à regra fazem-se apenas musicalmente, enquanto a proposta é ainda a banalização do corpo, da mente - acefalía figurada durando os dias do evento folclórico - desapego para com as rotínas, tanto que fora convencionado como pertencente ao civísmo tais atrocidades intelectuais.
Me envergonha viver em um país onde estando o sujeito trabalhando, contata pessoas e ouve aos sete ventos "mas o ano ainda não começou em absoluto, isso só após o carnaval"; ou o mais desalentador, participar de reuniões que marcou ou por conta de outrém cuja finalidade é apenas a ciranda do "vamos-passar-um-tempo-juntos-no-fingir-laboral-mas-só-decidiremos-qualquer-coisa-após-o-carnaval" e todos pretenders da seriedade, e todos cumplices da atrocidade.
Culturas orientais tendem por base sobrepôr-se sempre. Superação. O Superhomem de "Assim falou Zaratustra" praticamente; logo, perder tempo com tamanho "outing" da falta de esforço e corroboração a impunidade seria para tais cienciosos povos algo digno de extrema ogeriza. Em salvo, não me refiro a toda e qualquer expressão popular, mas a esse espírito supracitado de que o ano só há de começar quando o carnaval passar.
Não aceito taxações de nihilistazinho de botique, até por que não o sou. Apenas considero obrigação e não regozijo de autopromoção nem pretenção de altruísmo compartilhar minha repulsa a esta alienação tão festejada.

*envergonhado*

Monday, February 16, 2009

Se houvesse prudência...

Intermitente é o fogo da esperança do povo.
Se fossemos regidos pela prudência demográfica,
intermitente seriam as fogueiras com seus fogos
a queimar o povo esperançosamente.
Sem mais.

Resto d'ontens...

Após a ilusão de felicidade fortemente insitada pelo vilão imaterial chamado findi (maneirismo permissivo), caindo novamente na mesmice laboral, resta apenas ao peão remoer os passos dos ontens e rir um pouco.
Em meios a conversas a là promoter mixadas com pizzaiolismo e patricinhismo no drink e neologismos seguidos por desnocionismo atado motivado pelo drink do patricinhismo e assim por diante, tal qual uma bola de neve - sem apelações religiosas modernósas, s'il vous plaît! - passaram-se as horas e as obras ébrias tão belas figuram agora todas pela metade. Aqui, fica então minha raiva a amnésia alcoolica quando não sendo para álibi e negação.
o bom e velho "se eu não lembro é porque não aconteceu, humpf!" tem assegurada valía. Mas e quando de conversas brotam Politzers em potencial, quiçá Nobeis (Nóbéis, víxí méu réi!)?
Ah, a memória que de forma abastada reforça amenidades alheias, não reporta respeito algum para com a própria criação - e não venham me dizer que é falta do bom e velho "levar-se a sério" pois respondo com risadinha de puta a là escárnio (risadas de putas são as mais cruéis, não que eu saiba, mas me disseram) - Inda mais quando ao percrutar zonas gráficas alheias infamemente vocês se depara com citações do seu nome ganhando gritantemente metade do mérito de alguma obra lá postada.

Vou agora lamber minhas botas enquanto a escarradeira está na pia, junto com taças de sangue de Inri Cristo e o resto do fim dos ontems, e tudo ainda por lavar. Ai de mim!


Tuesday, February 03, 2009

Não-Post

Tendo em vista meu comprometimento em atualizar este pelo qual vos falo com uma periodicidade mais assídua, me ponho agora a relatarminha falta de inspiração e de noção lógica em encontrar algum conteúdo relevante para apreciação. Sinto-me já, em uma página branca, e nisso não estou encontrando nem pretendendo - diga-se de passágem - figurar aqui como um bloguezinho ínfimo, desses que aterradoramente inundam vossas url's, nisso, pragmaticamente, trago para cá agora uma espécie de não post. Isso, isto não é um post, são apenas letras soltas. 
Não vou postar hoje, pois não tenho nenhuma idéia do que compor; não tenho o hábito e acho deváras digno de escrutínio angariar posts e notícias batidas de tanto uso em outras páginas. que vocês devem estar familiarizados em diversas outras fontes. Não colocarei aqui tirinhas - até por que este não é um blog com temática adolescente-punheteiro-metido-a-cult-e-buscando-admiração-e-reconhecimento-com-a-imbecilidade-da-profissão-blogueiro. Ufá! *respirando ofegante pelos dedos*
Tendo em vista que acabei de sair de um túnel chamado ótimo final-de-semana seguido por um miraculoso feriado, tendo eles sido proveitosos, haveria eu de compilar historinhas e anedotas do mesmo para aqui floodar? Creio que não. Logo, este meu não post é tudo o que hoje este blog terá de mim. 

Dentro em breve recuperarei meu viço literário e isto aqui florescerá.

Asta la vista, baby! xD

Friday, January 30, 2009

DESencontro

Parado na parada, absorto em leves nuances de pensamentos; visitando paradeiros e afluentes de mim mesmo.
Avisto o ônibus, e neste dia chuvoso e úmido as três escadas se lhe parecem-me tal qual umas doze ou quinze. Subo no transporte e como se induzido pelo conforto do assento escolhido deixo minha mente voar tal agora há pouco, só que desta vez com uma velocidade e desbravações potencializadas fortemente.
Ouço e declaro afirmações e questões, explicações e remissões, risos e pesares. Converso internamente com meu conhecimento por minha mãe, meu Deus, meu anti-Deus, pessoas e outras gentes menos importantes. Quando repentinamente cai-me o queixo.
Olhando para a frente me deparo com algo que fez para mim figurar como se o ônibus agora houvesse parado e ali estivesse apenas eu e: Eu mesmo. Mas como é possível?
Percorro dalí por todo o olhar e pelo que vejo por adentrar tal olhar. Tento assim remexer nas lembranças daquele eu tão aterrador para mim.
Será que desfruta dos mesmos interesses e preferências que eu? Por qual parte de um ornamentado café começaria ele e como procederia do fim ao início? Tento desviar-me daquilo, e nisso praticamente me jogo para dentro de mim mesmo, daquele eu em meu lugar. Penso em um espelho, e nisso sou jogado àquela minha outra existência até há pouco desconhecida e percebo que aqueles olhos, fazedores daquele até tão pouco tempo único semblante eram os meus, nada mais nem menos.
Passo no que posso até ter me hipnotizado com o auto-encontro (e nisso já me faço questionar se aquele eu também alimenta ogeriza direcionada a tão comentada reforma ortográfica comentada com esmero pela porca mídia.) Vão e vem respostas cálidas e mudas perguntas. Nada de certeza, só a perplexidade permeando meu trajeto.
Vejo em meus olhos da mente todos os grandes momentos perfeitos e os que eu sempre quis esquecer-me. Terá vivido aquele outro eu por todos os moldes que me fizeram assim? Ter-se-á apaixonado sempre da mesmo forma que eu o fora? Terá como círculo de amizades as mesmas segundas-pessoas que eu, como uma forma de existência minha paralela, conhecedora de vários "eus" de quem me cerca; eus esses também inconsciêntes de suas outras existências. Amores e desamores em formas, traumas deles, lembranças de presenças e sofreres de ausências pelos caminhos.
Como haveria de ser tão eu mesmo não sendo?
Naquele momento parece que o mundo pára. Alívio permeando todo o âmago transfigurado. Não poderia ser comum nem humano haver dois moldes de tal peculiar eu mesmo.
Não, não era eu - e nisso como um alívio gritado vem em minha mente multi imágens em riso.
Não, eu nunca portaria um guarda-chuvas. Pessoa estranha, essa que acabou de descer neste tão incomum ponto.


Tuesday, January 27, 2009

E depois?



Avista teu novo eu, em frente ao espelho.
Vide o quanto marcado está
Acene ao passado, teus eus por lá deixado, 
Ensine a ti, o que aprender sempre foi impossível: Deixar

Tuas vidas e tamanhos que por lá ficaram,
Cabias em pequenas caixas e vitrinas; 
quando nas médias caixas e vitrinas, nas pequenas não mais.
das grandes, ficaram duas para trás.

Vistes que o tamanho esterior assusta muito menos?
Porquanto dentro varias ainda extremamente, grande ser, voilà pequeno
Outrossim, acene também ao incerto, este sim, o mais presente, mais doente...
Doença esta que é o medo, velho amigo, sempre contigo.
É sabido há muito que teu ser não o és. Pertinência é figuração.
Tardando agora em saudades e dúvidas perguntas "cadê futuro?"

Virá pelos trilhos que tua pena fará possível
Oh, desenhar tal rumo é tão cansativo
Tua visão crua faz doer,
Teus pensares alí a viver e exigir alimento,
Dançante ser, de ciranda de vida a ver
Volte agora ao seio da dúvida, abrace ele
Agora é sabido que desde sempre a intenção dela era lhe abitar.



Wednesday, November 26, 2008

Neoquestionísmo

Ocorre que há tempos venho me impressionando com as coisas que acontecem no mundo, me deparando com mudanças bruscas na minha mente e fora dela - que por sua vez cutucam algo em minha consciência e perhaps no "consciente coletivo" que a literatura chula inssiste em exaltar.
Ventos sopram para lados fortemente; algumas vezes mais de um vento de cada vez e nisso, embotado em tal limbo me ví por um extenso período em vácuo criativo.
Não tendo tal limitação passado para outro distrito, tento aqui, tal uma súplica recuperar minha extroversão e nisso voltar a ao menos conseguir pretender o dom da escrita, o que outrora era um dos meus dotes intelectuais mais brilhantes (cabe agora aquela do " e ele ainda por cima é modesto!")

Nisso, como talvez um grito de libertação - ou então um último suspiro- venho cá nestas modernosas folha + pena elétricas a me explicar para comigo mesmo, nessa ciranda que expõe-se como um relato para outrem.

Outrossim, me julgo culpado pela inanição criativa e minha pena é tal ultimato: Ou crias ou então põe-te ao sono eterno literário.

Bula: Alterações, retrocessos, avanços e pós-abcessos. Esses modulam-se entre sí como os propósitos existenciais de pronto em minha mente por hora. Agora não mais, tudo muta incessantemente. Possologia desconhecida, posto que em transição frenética, então saquemos as armas do auto-controle e ao penhasco da oratória nos joguemos!

Amém! 

Tuesday, May 06, 2008

Ad Infinitum Patibilis


Havia pranto, encanto pouco
Também espaços, vidas em branco
E de verdade havia vento
Soprando a dentro tal sofrimento

Era de paz e luz vivída
Árida ida, austera vinda
Enquanto se fazia, vida tal jogo
Era de núvem, forte de fogo

Quem habitava, lá se perdia
Penitenciava, o que não mais existia.
Rajada e lufar, soprando má sorte

Vida jazia em amado sussego,
O que não existia, não em segredo
Até o limite do que havia

Mundo acaba mundo, desmundo, tal primazia...


Monday, January 07, 2008

Inconstância

Diante aos disparates do tempo
Muda a voz que era muda
Surte efeito a sorte boa
Enquanto a má ecoa em vôo insano

Porquanto ainda lembra, a memória vive
Insiste que se lembra
Condena a incerteza
Cobre de mantos áureos a presença que não mais há

Pelo apreço das horas cegas
Vê-se perdurar as passadas
De surdos passos de vívida coragem de vida modificada
Sendo mudos e errantes,
agora isso já não é nada.

Perdida em rima breve de quem no momento apenas não quer mais nada
Apenas o presente trazido pelo agora
Só as boas lembranças do que já passou da hora
E o nervosismo bom de não saber o que está por vir.

Permite voz assolar o medo qual trovão
Insiste em vós, pois por mim não mais vejo neste espelho.
Clamo já pela calma que nunca encontrei
Revejo o inédito, e me engano que deste final tudo sei.

Saturday, December 29, 2007

Desconcerto

Tudo está perfeito, nenhum motivo para o desfalecer da mente que por sempre foi traidora; não está diferente agora. Momentos perfeitos, efeitos de bem-estar, nada conspirando contra a felicidade exteriormente. Então, por que é que me sinto assim? Por que é que mesmo tudo estando perfeito estou nesse desespero, neste desconcerto e nem ao menos sei o motivo?
Medo de fazer com que as pessoas se sintam desimportantes, pois não são!
Por que é que minha mente voltou a me trai e fazer com que eu me sinta tao mal sem ter motivo algum pra isso. Só o que reina em minha mente é a vontade de desistir, mas cansei de fazer que se preocupa comigo sofrer. Então o que fazer?
Por diversas vezes no auto-boicote em prática afastei quem me ama e quem eu amo nesse quando me encontro nesse desespero que me consome por dentro e não sei explicar motivos.
Merda é o que sou! Por que é que estou me sentindo assim se motivos nem tenho.
Tento dormir mas minha mente pensa em no mínimo 6 coisas ao mesmo tempo, e nem uma coincide uma com a outra em temática. Tento dormir, sinto-me exausto, mas não consigo. Fico me massacrando pelo simples fato de existir e não estar a contento com isso.
Por que é que sempre volto ao ponto de querer me destruir, mesmo quando tudo está perfeito?
Como agüentar a mim mesmo? E como acreditar que os outros se preocupam comigo se nem ao mesmo nesses momentos eu me preocupo comigo? Por que ser assim? Por que esse reino de Dito me flajela a mente?! Por que é que perco o contato com quem mais tenho apreço, e por que é que só penso em desistir, mesmo tudo estando da forma que para mim seria o ideal, ou estava sendo ideal até ante-ontem?
Acho que estou cansado de minha mente.
Rogo para que isso passe logo pois se continuar não agüentarei por muito tempo.
Tudo está perfeito, menos minha mente que sem motivo algum me remete a pensamento de fim de mim?
Sinto-me cansado de mim. Não consigo desabafar com ninguém pois acho que já dei preocupações demais à todo mundo e já chega.
Clamo por mudança, embora a utopia de acordar lgum dia sem estas diversas almas estarem dentro de mim degladiando-se até o sangue da alma esvair-se por completo.
Não estou sendo humano, mas e o porquê?
Merda de vida nesses momentos!
Por favor alívio, venha logo!

"I'm a creep, I'm a weirdo..."

Thursday, December 06, 2007

Surrealismo

Sim, foi a resposta do abajur verde ao defrontar-se com a cortina - não era de fumaça naquele momento.
- Oh tu!
-Oh eu!
- Como assim?!
-Assim é o momento.

Sim, divagavam sobre questões inexistentes, mas a cortina sentiu-se traída pela motricidade que o abajur escondia, mas q tinha. Ao passo que os doze minutos de partida saiam da casa da meia noite o abajur ganhava pernas e braços de metal, com os quais deslocava-se e rumando à maçã do duende nutria-se e sua luz maior ficava, mesmo sem lâmpada alguma. Sim, o abajur cativava, até mesmo o candelabro com seu jeito introspectivo contava anedotas quando vislumbrava luz de abajur verde do canto de sala da casa abandonada. Só quem não abandonava o recinto era mesmo a cortina pois o abajur movia tudo o tempo todo durante seus 15 minutos motores após a meia noite.

Tudo cerrava-se quando a espada da parede - hatori hanzo, sim!- gritava "Lá vem a luz do dia!" então o abajur seus membros perdia, mas sempre ralhava:
-Maldita burra espada, cortando minha alegria, conFuso-horário que me espanta, só no japão agora é dia!

Fin.

Saturday, October 06, 2007

Me faça por hora crer nas pessoas que quero a minha volta
Me acorde agora antes que o pesadelo volte
Pela mão, me puxe do abismo
Joga o sal sobre o sapo que grita comigo
Eu não pedi pra ser assim, queria ser gente, pensar pouco
Ter mente demente. Mas isso é o que me foi reservado?!
És vil, fedes em seu gracejo torpe
Personalidade? Pois sim! És minha derrocada!
Escalar-lhe-ei de camisa de força
Liberto e aos gritos
E que nada nem ninguém me ouça
preciso de afago, não de queixas
Não sou perfeito, graças à mim!
Avista por mim teus prórpios defeitos para que eu não comece a enumera-los à ti
Sê-de baixo, pelo caminho que escolhestes
É ida contínua, e a volta inexiste, só fabula risos infames
E assim e de outro jeito e de qualquer forma vão minhas almas.
Quero mais é que todas se fodam.
Quero olhar pra mim e poder me ver.

E nada mais.
Decepcionante, não?!

Fodam-se!

/me ouve Damien Rice - Rootless Tree

http://www.youtube.com/watch?v=6rndltmm3oE

Monday, October 01, 2007

Isso e mais um pouco também. E porque não?!

Advento da noção, espera tão cálida,
Está tudo tão bom que entristece
Aos ávidos por despreocupação, faz-se bíblia.
Pleonasmos redundantes, tal qual o asteamento,
Para cima, logo, de uma bandeira pelo luto do pesar

I quit! Ecoa, mas a permissão não aquiesce, me esconde e muta
Nesse requiem de minha era, me improsto,
Ascendo no riso a là escárnio em sua cara e sigo o rumo
És demais do médio, e por isso te desmereço com prazer, ser humano ímpio
Que cantem os carros, com buzinas satíricas, o som acorda, destila a vida

Intuitos em menções não os tenho, até porque deles não provenho
Já, porquando no agora nada estabeleço aquém de mim mesmo.
Ouve o riso?! O mundo não ouve, se ouvisse iria pra fogueira, vivo
Cadê teus preceitos? Dos meus nunca soube
Lava agora tua pintura sem efeito, e mais do mesmo ainda te consome.

Faça rima com lá lá lá, mas não pretenda "alala"
É só deixar os dias nascerem e ressuscitarem
No jornal folheiam-se portos, teu seguro inexiste
Em tua testa estampados estão porcos
Tua casta te clama

À ti não me desvendo, só rio, ainda e mais e mais e mais
Por agora me deixo, caio ao mar, sou de chocolate branco,
Abre-se a embalagem, vêm em mim as brisas
Alpes me homenageiam em pleno

Sorve o vinho que colore tua porta de voz
Reza piscando luzes de natal em frente ao meio do ano
Da janela vem a vida
A sua ainda não foi plenamente perdida?
A minha não.

FIN.




P.S: Há quem tenha se deparado com a imperfeição que guarnece os bravos pela volta?
Sim, o mundo está se contaminando mais e mais por gente feia.

Habemos a ONG: Transformemos gente feia em Petróleo!

XD

See ya!

Tuesday, September 25, 2007

Hãn?!

É, e agora reina lá fora o vácuo, óh esquecimento pútrido tal benefeito pelos bichos escrotos. Nem ao menos se iguala à classe da defesa à inocência perdida de uma boa e coerente amnésia alcoolica, não. Definitivamente, é apenas a margem correndo solta como se realizando sua maior pretensão, ser centro. Mas a quem, porquanto demente pátrio enraizado neste paizinho de bosta cernem as decisões cabíveis e as não? Ao povo, sim, ao por mim tão repudiado em bilhões de vezes ao dia, e algumas vezes merecidamente aludidos das formas mais escrutinadas possíveis, e acreditem, as mais impossíveis também permeiam a guarnição a que "deles" sigo a marchar palavras de repúdio e asco.

Ó memória, por onde andas? Está certo que por cá, nesse mundinho jamais foi deveras apreciada, mas usar tapa-olhos em ambas as vistas é demais, praticamente aquele máxima do "peidei-não-sei-quem-fui" potencializada a ponto do cheiro de pouca vergonha impregnar até nos ossos das bestas que elencam a nação.

Anyway, repudiozinho-inho-ão, já demarcado, em reverberações entediantes, vamos ao que interessa! Ah, mas o que interessa? À mim, no momento exato que cá neste passado que presenciam em seus presentes nada mais interessa a não ser o momento. - Que momento? - O meu, é claro, pois sim!

Ontem ainda quisera eu parir uma banda, mas algo bom, não mais do mesmo, sei que posso, até por que caso não o fosse, não estaria cá dirigindo a este vazio multi-visitado minhas alucinações gráficas tão polpudas, ou não? - Com obviedade, nenhuma das interrogações se dirigem á voz, ou à tí, pessoinha - qualquer pessoinha, não pensem estar eu falando diretamente à alguém, não insuflarei ego algum aqui q não o meu próprio - - (sim, dois hífens, "vulgo" travessões (aka), por que eu posso). Retomando o não perdido fio:
Estava a pensar, então a elaborar idéias, letras cotidianas - não o seu miserável cotidiano de olhos 3d, mas o meu, e nem queira ver pelo meu prisma sem desprezar sua sanidade, sim, mais uma vez, eu consigo, eu posso, eu sou eu mesmo e você não é Eu mesmo.
Re-retomandoa banda: Quero uma banda, porra!

É isso. Leia este gorfo literário e enjoy the party, dear human.


Pra dar uma animadinha:

http://www.youtube.com/watch?v=N64QMKEbJQg


Reforçando a máxima de sempre...

"...Só para loucos, só para raros!"

Dank Hermann!

Sunday, September 16, 2007

Noções impertinêntes às razões de quem for ler. (Bula?)

Pensava eu, há apenas três dias - se não me perco no acerto - postar algo que começasse como:

"Agora ecoam os gritos mudos que pelos meus poros se esvaem, ecoa lá fora e dentro do cerne fica só a luz de um quarto escuro permeado por raios..."

Era algo assim, acho pois.

Já em atual tiquetaquear que se faz presente, no momento me vi entre gritos que diziam something like this:

(8)
"I could be brown
I could be blue
I could be violet sky
I could be hurtful
I could be purple
I could be anything you like
Gotta be green
Gotta be mean
Gotta be everything more
Why dont you like me?
Why dont you like me?
Why dont you walk out the door! "
(8)


Isn't it weird? I think I'm feeling happy, but I don't even know why.

Então, meio a questões - Lê-se "qüestãs" - não rogo por explicações, até estou conseguindo escrever. Isso soa um tanto quanto "Dear diary", eu sei, mas não é. É capitulo, quiçá seja parte do "facicu". Em mente agora só "Vou bater? Vou matar? Nãããããooo, vou inducá!"

Acho que minha realidade está um tanto quanto furtiva, indo à Wonderland, but who cares about it?

Momentos bons. Pânico. Uns de inconstância - sim, isso é muito Eu mesmo- Sucederam-se pelas minhas últimas semanas, mas isso é de uma valia incomensurável; não quero qua alguém pense que agora vim a fazer uso de cá tal sessão de análise ou desabafo cheio de aforismo a là "bonequinho de porcelana". Isto não sou eu.



Vejo na rua cinza, griz, mas não aqui, tudo parece tão agora. O agora de antes parece um anti-agora. Venham então os próximos agora(s) em minha direção.


Interrompemos nossa programação para um anúncio do owner: Não, definitivamente eu não assistí e nem hei de assistir "The Secret".

Anyway, delongas sobre o vácuo que é o futuro e o desconhecido sintonizados com menos contraste, partamos para o que realmente interressa e volte-mo-nos de pronto para a arte.

LÁ VEM TEXTO E POESIA E CONTO E ODES E BOSSINHAS E ANÕES SEM MÃOS NEM PERNAS FAZENDO CARETAS PARA ANIMAR CEGOS SURDOS E MUDOS???

NÃO! Em definitivo!

Lá vem algo!

Oh sim - a parte do "É um avião? Um foguete? Um prato de espaguete cedido ao resbalo?" será dispensada. Compreendam a necessidade de mantener certo nível - isso também acerce jargões de todos os tipos, caso alguma dúvida tenha pairado.

Ei-la:


20 horas em Saturno, vendo as núvens - "vendem-se núvens". Está na placa-, assisto os raios
Não são caras as núvens, prefira estrelas póstumas!
Por quê gritar se tal voz pode acordar o Ouvir?
Retaliações se confraternizam, estejam longe, mesmo sem brilho luzir
Falo de astros, não simples wannabe's,
Estrela escura me veja, De meu planetinha a ti, em um minuto posso me permitir
Seqüestra-me o bom senso, não senso crítico nem senso-ações
Não rí de meus neologismos.
Tuas irrazões têm pra mim toda a razão
Em rima não se esconda, óh estrela, príncipe, princesa primeira
Já é tarde e tua outrora luzida existência já se recolhe
Dorme impávida no leito da lembrança.
Já fui criança - Aqui pareço retomar rima-
Já fui o tempo em todas as faces
Embaixo da terra. Na mente também, mas por cima
Ostenta por mim tua classe, sem luz ainda vejo teus anéis
Não és planeta, destarte agora não luze mais fiéis

Sóis o simbulo de mim, óh se sou tu não me sei
A qual pessoa recorro?
Me perco agora, grafia torta

Sei que sabes que o meu jeito é erro, mas sou eu, e apenas eu, por fim.
Valha-me de sua lembrança feita de luz, agora em sono te vejo, te sinto caminhar,
Tenha-me em seus olhos, mesmo sem estar frente a mim,
Chora tua lágrima ao contrário, pois sou teu avesso, te desconheço
És por demais eu mesmo preso a trocar almas.

Cala agora invejas e saudades, é demais o peso do presente
para o alto ou para baixo é só detalhe, não mais voa, não estagnas, nem ecoas
Entre a eternidade e o tempo elenca a perfeição do que é verdadeiro
Entre o que sou e o que és, só ali, sim, vives!
Exclamo de intenção só no fim,
Parece ser erro mas é o que faço quando sou meu,
E dizem que brilho de estrelas continua
Há brilhos que fazem mais...
Eternidade, és o lugar!

Monday, May 28, 2007

Nesses dias

Olha! Agora passa todo o mundo pela janela.
Lá fora está uma manhã tão bela, mas por quê?
Por quem haveria o sol de luzir, se ao cair da noite ninguém vai sorrir?
Haveria a manhã de cansar, deixando por si a tarde inteira chegar, e a noite por fim contemplar.
Mas cá, onde o sol não brilha e nem tem graça, na presença do frio que retira o viço e a força, por que é que os fantasmas do tempo deixariam o dia se anunciar de leve?
Breve, leva agora sol minha mente, pra longe, pr’algum lugar donde me machucar não eu possa, nessa bossa que de nova nada tem.
Vê lá, que assim como meus dias se gastam, não sei se por medo ou descaso, sorrir é o que nem consigo fazer.
Clareando, vão mil e dez idéias de ideais se passando, retas em linhas se cruzando e eu ainda sem poder entender.

Pelo punho da espada corre o sangue, do passado que apunhalei pelo nome da distância que esse veio a ter.

Quão será de todo sono a ilusão, ser-se-á verdade ou tema de canção, isso é mais do que eu poderia talvez entender.
Quiçá, o viço das manhãs se refaça, o brilho volte às tardes sem graça e na noite de medo eu jamais volte a tremer.

Surgiram os heróis desconhecidos, foram-se embora os famosos bandidos, e mesmo assim não me vejo entre eles, nem ao menos comigo.

Quantos moinhos hei ainda de ver, quantos infernos ao inverno padecer, quantos meios sem início ao fim verei enrubescer...

Desde agora, sempre soube o que é a estrada - piada sem graça - calçada de praça tombada, mas no tombo quem se fere sou eu.Desabafo, faz favor de aliviar meu cansaço, se o descaso não lhe chega por acaso, diz pra graça da vida aparecer.