Por onde paira a calma quando mais se precisa?
Quantas perguntas gostaria de poder fazer; se ao menos pudesse alguma resposta ouvir. Contemplo o que não há regra a firmar nem a me puxar do limbo porquanto são os raios de sangue que lume a inocente loucura.
O eco do pensamento me cega, queria poder atacar com mesma raiva ávida com a que sou atacado e mesmo assim prosperar no jogo da vitória. Não passo de um burro correndo atrás da cenoura içada em minha frente por um caniço. Não passo de um tolo numa esteira atrás da forma que melhor servirá ao seu rótulo. Nada mais que um espasmo de ante vida.
Será que o fardo cultural que carregamos como se fosse uma pena não pesa em cima dos escárnios de agonia que são trazidos à nós pelos problemas?
Será que tendemos a ser da maneira que não queremos até o fim dos tempos? Será que continuarei na tolice de fazer perguntas diante ao abismo mesmo sabendo que as respostas não vencem a gravidade para me contemplar?
Sem mais perguntas. Tomando o controle vou tentar apenas afirmar; visto então, de agora em diante vou continuar surdo pelo que vejo e regar os pútridos “afetos” do ditador com olhos de complacência enganosa, jogando o mesmo jogo que me é forçado a participar, mas nisso usando armas de outra realidade, da minha. Sem lágrimas rubras afagando minha face, agora apenas cristais da raiva agoniada que me fortalecerá.
Oxalá, futuro passando e tomando ares de passado antes mesmo que por mim tenha passado. Passa tempo! Dorme agora e acorda quando eu lhe pedir.
Destarte, acaso, rumo ao ponto certo me aprumo, rumo ao futuro incerto me deixo levar pelas águas e vento da sorte – coisa essa na qual não acredito, mas exemplifica melhor o sentido do que tento narrar - e que sejam jogados os dados no tabuleiro da perfeita ostentação do autocontrole.
Salve!
Richtoffen, às vezes lhe admiro.
Wednesday, July 26, 2006
Thursday, July 13, 2006
Sulfur
Ocaso interpela a mente de poucos
Dar-se-á por satisfeito com a mediocridade e dará seu sim a toda a possível desgraça, e reclamar depois é fato inútil, mas haverá de ousar e recorrer a este ato. Pois, sois médios.
Enquanto poucos refletem a seguem no zelo de sua sanidade sem perder o real ato de ser humano em completo uso da palavra.
Dar perola aos porcos é algo que não estou tendendo a fazer, apenas se fosse para rir de seus pensamentos fracos e rasos e breves e putrefatos e banais e... Argh! Difícil definir a demência.
Vejamos o quanto estancam toda culpa complacente com atuações virtuosas que na verdade apenas a si faz bem Doações de si só se for ao caso de reembolso de atos pela receita federal da caridade.
Roubam o doce dos idosos e bengalas das crianças enquanto a dança da gravidade os impossibilita de esmagarem-se contra a terra. Melhor voar, mesmo q atormentado pelos risos gravitacionais, escárnios de truão imbecil que finge afrouxar rédeas às quais nunca possuiu controle algum.
Ao exílio ermo me disponho! Auxilio apenas a mim mesmo por enquanto, mas estarei melhor para tentar ajudar. Sou de pouco grado aos afagos libertinos dos pobres de espírito, mas sinto falta do tumulo festivo ao qual estava resignada a minha vida em outros tempos. Mas viver o passado é infame, então veremos o que acontece nalgum capitulo próximo. Primeiro ato disposto em folha a tempo, segundo ato correndo ofegante ao encontro de desfecho, terceiro ato imprevisível no qual mais imprevisíveis ainda serão os créditos da obra!
Quebremos a perna enquanto os porcos surtam na insuficiência de suas vegetantes agonias imbecis a que chamam de vida.
Vereis em fogo o circo, rubor e lágrimas não apagam. Vento suplicando não retrata. Despendio talvez faça esquecer.
Dar-se-á por satisfeito com a mediocridade e dará seu sim a toda a possível desgraça, e reclamar depois é fato inútil, mas haverá de ousar e recorrer a este ato. Pois, sois médios.
Enquanto poucos refletem a seguem no zelo de sua sanidade sem perder o real ato de ser humano em completo uso da palavra.
Dar perola aos porcos é algo que não estou tendendo a fazer, apenas se fosse para rir de seus pensamentos fracos e rasos e breves e putrefatos e banais e... Argh! Difícil definir a demência.
Vejamos o quanto estancam toda culpa complacente com atuações virtuosas que na verdade apenas a si faz bem Doações de si só se for ao caso de reembolso de atos pela receita federal da caridade.
Roubam o doce dos idosos e bengalas das crianças enquanto a dança da gravidade os impossibilita de esmagarem-se contra a terra. Melhor voar, mesmo q atormentado pelos risos gravitacionais, escárnios de truão imbecil que finge afrouxar rédeas às quais nunca possuiu controle algum.
Ao exílio ermo me disponho! Auxilio apenas a mim mesmo por enquanto, mas estarei melhor para tentar ajudar. Sou de pouco grado aos afagos libertinos dos pobres de espírito, mas sinto falta do tumulo festivo ao qual estava resignada a minha vida em outros tempos. Mas viver o passado é infame, então veremos o que acontece nalgum capitulo próximo. Primeiro ato disposto em folha a tempo, segundo ato correndo ofegante ao encontro de desfecho, terceiro ato imprevisível no qual mais imprevisíveis ainda serão os créditos da obra!
Quebremos a perna enquanto os porcos surtam na insuficiência de suas vegetantes agonias imbecis a que chamam de vida.
Vereis em fogo o circo, rubor e lágrimas não apagam. Vento suplicando não retrata. Despendio talvez faça esquecer.
Sunday, July 09, 2006
Laschia me!
“In questa tomba oscura...”
!Inverossímil!
Não pode ser
Precipitação!
Há de ser apenas um sonho ruim
Quão arruinado já estou?
Devo ter feito passagem ser saber
Este brado ronca e me aflige
Avisto o que nem veio a acontecer
Acorde meu apuro
Acorda minha lástima!
Lacrimejo de inseguro
Oh infortúnio, tarde a chegar.
Aprontarei-me sem reclames
Mas só quando convier
Serei meta de seu afano
Mas espere meu ruir
Declarado o enterro
De fantasmas desde aqui
Toma teu rumo e espera
Pois ainda não quero ir
Vinde a mim quando pretendo
Abstenho-me por enquanto
Mas, no entanto ainda não entendo.
O motivo de todo desencanto.
Friday, July 07, 2006
Delirium Tremens
Orgulhai-vos de seus préstimos e de sua cega subserviência.
Corram atrás das falsas promessas de êxito pessoal, assim como um cão atrás de sue próprio rabo, até esvaírem-se em profundo colapso, cansaço.
Goya disse que “O adormecer da razão gera monstros”. Acho que quando nossa razão hiberna, acabamos por nos tornar nossos próprios monstros, mesmo sem saber e nem poder conviver com isso.
Perca a razão, orgulho idem; sua mente, ibidem. Assim facilitará a transmutação.
Ao deparar-se com o que outrora foi humano, você poderá dar-se por si de uma maneira amorfa, sem refletir, enfadonha, sustentando em mãos um tacape para confrontar tudo o que lhe tente abrir os olhos e avivar sua razão.
Meu conselho é que ao ver tudo perdido, homenageie o que já foi vida: Cianureto de ouro fechará com chave de Midas e fará com que pelo menos o final tenha alguma expressão, razão, dignidade...
Assim nascerá um santo. Um santo ateu; mais um mártir de sua própria vida, entre tantos.
- Sr. Saturno, seu filho está no ponto certo? Um pouco do sangue de algum cristo para acompanhar?
Corram atrás das falsas promessas de êxito pessoal, assim como um cão atrás de sue próprio rabo, até esvaírem-se em profundo colapso, cansaço.
Goya disse que “O adormecer da razão gera monstros”. Acho que quando nossa razão hiberna, acabamos por nos tornar nossos próprios monstros, mesmo sem saber e nem poder conviver com isso.
Perca a razão, orgulho idem; sua mente, ibidem. Assim facilitará a transmutação.
Ao deparar-se com o que outrora foi humano, você poderá dar-se por si de uma maneira amorfa, sem refletir, enfadonha, sustentando em mãos um tacape para confrontar tudo o que lhe tente abrir os olhos e avivar sua razão.
Meu conselho é que ao ver tudo perdido, homenageie o que já foi vida: Cianureto de ouro fechará com chave de Midas e fará com que pelo menos o final tenha alguma expressão, razão, dignidade...
Assim nascerá um santo. Um santo ateu; mais um mártir de sua própria vida, entre tantos.
- Sr. Saturno, seu filho está no ponto certo? Um pouco do sangue de algum cristo para acompanhar?
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